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Renato Mauricio Prado

OPINIÃO

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Jogão no Maracanã merecia gols. E o Flamengo segue evoluindo

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Renato Mauricio Prado

Renato Mauricio Prado é jornalista e trabalhou no Globo, Placar, Extra, Rádio Globo, CBN, Rede Globo, SporTV e Fox Sports. Assina atualmente uma coluna diária no Jornal do Brasil. A primeira Copa que cobriu in loco foi a da Argentina, em 1978.

21/04/2022 02h10Atualizada em 21/04/2022 02h10

Flamengo e Palmeiras justificaram, no Maracanã, a fama de serem dois dos três melhores times do Brasil - o outro é o Atlético Mineiro. Fizeram um jogo de alto nível, que merecia ter acabado com gols: 1 a 1, no mínimo, ou 2 a 2 e até 3 a 3, oportunidades para tanto foram criadas pelos dois lados.

Se, entretanto, tivesse que haver um vencedor, deveria ter sido o rubro-negro, dominante na maior parte do tempo e criador das chances mais claras para balançar a rede - uma bola na trave, inclusive.

Para os flamenguistas, porém, mais importante que o resultado foi outra atuação convincente do time de Paulo Sousa que, enfim, parece ir delineando seu onze ideal. Apesar do empate, pode-se dizer que o desempenho superou até o da vitória sobre o São Paulo, adversário indiscutivelmente mais fraco.

Chamou a atenção o ótimo nível das atuações individuais da equipe carioca. Ninguém jogou mal e alguns tiveram suas melhores performances na temporada, casos de Isla, William Arão (como zagueiro!), Filipe Luís, Thiago Maia e Éverton Ribeiro.

Outros, como João Gomes, David Luiz, Lázaro e Hugo se mantiveram em ótimo nível e mesmo Arrascaeta e Gabigol rendendo menos do que costumam tiveram bons momentos. Como Marinho, o único que entrou na partida e também foi bem.

Em termos táticos, o time fluiu, com a defesa se mostrando mais segura, contra um ataque perigosíssimo, e o setor ofensivo, graças à rotatividade e o talento de Éverton Ribeiro, Arrascaeta e Gabigol, encontrando espaços num sistema defensivo sabidamente eficiente como o do Palmeiras - para muitos, o melhor do Brasil.

Ainda há, contudo, pontos a evoluir, como a saída de bola com os três zagueiros, que seguem exagerando nos passes longos, quase sempre inúteis, e a criação de jogadas ensaiadas no ataque, sobremaneira, nas bolas paradas, exaustivamente lançadas altas sobre a área, com pouquíssimo percentual de aproveitamento.

Sintomaticamente, as melhores atuações do Flamengo na temporada foram contra os seus adversários mais fortes: o Atlético Mineiro, na Supercopa do Brasil, e o Palmeiras, no Brasileiro. Confrontos que mexem com os brios dos jogadores e os fazem se empregar a fundo para mostrar que ainda têm condições de lutar de igual para igual pelos principais títulos do país.

Para que isto ocorra será preciso seguir evoluindo e mantendo um bom desempenho, seja qual for o adversário. O próximo é o Athletico Paranaense, sempre um osso duro de roer na Arena da Baixada. Talvez seja a hora de poupar alguns veteranos, como David Luiz, Filipe Luís e Éverton Ribeiro, todos com mais de 30 anos e vários jogos em sequência.

Tudo que Paulo Sousa não precisa é que eles se juntem à extensa lista de pacientes do Doutor Tanure, que já é bem grande e costuma demorar uma eternidade para voltar aos gramados...