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Rafael Reis


Mais 7 jogadores que brilharam no Brasil, mas fracassaram na Europa

Hoje protagonista no Palmeiras, Dudu não deu muito certo no Dínamo de Kiev, da Ucrânia - Divulgação
Hoje protagonista no Palmeiras, Dudu não deu muito certo no Dínamo de Kiev, da Ucrânia Imagem: Divulgação
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

17/06/2020 04h20

Romário, Bebeto, Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Neymar. Esses são só alguns dos jogadores brasileiros que fizeram sucesso no futebol nacional e conseguiram repetir a dose quando se mandaram para a Europa. Mas essa trajetória não é uma regra.

A história do país pentacampeão mundial também está cheia de exemplos de atletas que foram para o Velho Continente com status de craque (ou candidatos a sê-lo) e acabaram se dando mal por lá.

Os casos de fracassos históricos brasileiros no futebol europeu podem ser contados aos montes. Na semana passada, o "Blog do Rafael Reis" selecionou sete desses insucessos para que vocês os conhecessem melhor. Desta vez, mostra outros sete astros do país que não foram nada bem por lá.

DUDU
Dínamo de Kiev (UCR): 2011-2014

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Não é à toa que o principal jogador do Palmeiras nos últimos anos veste verde desde 2015 e ignora qualquer sondagem que recebe para trocar o clube paulista pelo exterior. Dudu já teve uma experiência fora do Brasil, e ela passou longe de ter o mesmo êxito da sua passagem pelo Palestra. Campeão mundial sub-20 com a seleção brasileira em 2011, ele foi negociado logo após a competição pelo Cruzeiro e se mudou para a Ucrânia. Dudu passou duas temporadas e meia no Dínamo de Kiev, mas nunca emendou mais de quatro jogos consecutivos sendo aproveitado. Esquecido no banco, foi emprestado ao Grêmio em 2014 e nunca mais retornou para o Leste Europeu.

ROBERTO DINAMITE
Barcelona (ESP): 1980

Roberto Dinamite (Barcelona) - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Maior artilheiro da história do Vasco, clube que presidiu entre 2008 e 2014, o ex-atacante teve a honra de vestir uma das camisas mais pesadas do futebol mundial... ainda que por pouquíssimo tempo. Dinamite foi contratado pelo Barcelona em janeiro de 1980 para salvar a equipe catalã, que vinha despencando pelas tabelas, e estreou em grande estilo no Camp Nou, com direito com dois gols contra o Almería. Mas o Barça trocou de técnico logo depois, e o novo comandante da equipe, o argentino Helenio Herrera, colocou o brasileiro no banco. Resultado: no começo de maio, Dinamite já estava de novo defendendo o Vasco.

MINEIRO
Hertha Berlim (ALE): 2007-08
Chelsea (ING): 2008-09
Schalke 04 (ALE): 2009-10
TuS Koblenz (ALE): 2011-12

Mineiro (Chelsea) - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Herói do último título mundial conquistado pelo São Paulo, em 2005, o volante chegou à Europa já veterano, aos 32 anos, e atuou por lá até o fim da carreira. Mineiro até que fez um papel razoável no Hertha Berlim, seu primeiro clube no Velho Continente. Levado por Luiz Felipe Scolari para o Chelsea, mal jogou na temporada que passou na Inglaterra, situação que se repetiu no Schalke 04. Em 2011, disputou a quarta divisão alemã pelo nanico Koblenz antes de anunciar a aposentadoria.

ANDRADE
Roma (ITA): 1988-89

Renato Gaúcho (Roma) - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

A Roma errou feio ao apostar em jogadores multicampeões pelo Flamengo na montagem do seu elenco para a temporada 1988/1989. Contratado junto com Renato Gaúcho, Andrade teve o mesmo destino do atacante na capital italiana: o fracasso. O meia, que tinha um título mundial (1981) e três brasileiros (1980, 1982 e 1983) no currículo, não conseguiu se adaptar à velocidade e à rigidez tática do Calcio. Logo, perdeu espaço entre os titulares da Roma e, ao término da temporada, foi liberado para retornar ao Brasil (mas para o Vasco, não para o Flamengo, onde era ídolo).

FÁBIO JÚNIOR
Roma (ITA): 1999-2000
Vitória de Guimarães (POR): 2003
Bochum (ALE): 2005-2007

Fábio Júnior (Roma) - AFP - AFP
Imagem: AFP

Quando veio ao Brasil para contratar Fábio Júnior, a Roma acreditava que estava se reforçando com uma espécie de nova versão de Ronaldo Fenômeno. E os motivos para a comparação iam bem além da famosa careca. Fábio Júnior brilhava com a camisa 9 do Cruzeiro, havia sido eleito para a seleção do último Campeonato Brasileiro e vestia a amarelinha na era Vanderlei Luxemburgo. Só que o encanto se acabou assim que ele pisou na Itália. Fábio Júnior fez só cinco gols pela Roma e logo foi devolvido (por empréstimo) ao Cruzeiro. Ele ainda teve passagens esquecíveis por Portugal e Alemanha.

RICARDINHO
Bordeaux (FRA): 1997-98
Middlesbrough (ING): 2004
Besiktas (TUR): 2006-08

Ricardinho (Middlesbrough) - Reprodução - Reprodução
Imagem: Reprodução

Um dos meias mais talentosos do futebol brasileiro na virada do século 20 para o 21, Ricardinho não teve na Europa 10% do sucesso que fez por aqui, especialmente durante o período em que defendeu o Corinthians (1998 a 2002). Das três passagens que teve pelo Velho Continente, a pior sem dúvida foi a pelo Middlesbrough. Em uma época em que brasileiros eram raridade no futebol inglês, Ricardinho não conseguiu emplacar seu jogo de passes curtos em um time bem chegado à ligação direta e pouco jogou por lá.

RODRIGO FABRI
Real Madrid (ESP): 1998
Valladolid (ESP): 1999-2000
Sporting (POR): 2000-2001
Atlético de Madri (ESP): 2003-2004

Rodrigo Fabri, no Real Madrid - Ander Gillenea/AP Photo - Ander Gillenea/AP Photo
Imagem: Ander Gillenea/AP Photo

Na segunda metade da década de 1990, o camisa 10 da Portuguesa era uma das grandes promessas do futebol brasileiro e, de vez em quando, até aparecia nas convocações da seleção. O Real Madrid logo identificou o talento de Rodrigo Fabri e fez questão de levá-lo para a Europa. Só que a transferência não deu nada certo. O meia não teve chances na equipe merengue e emendou uma sequência de cinco empréstimos até ser liberado para trocar de clube em Madri. Depois de uma temporada no Atlético, acertou o retorno ao futebol brasileiro e ficou por aqui até a aposentadoria.

Rafael Reis