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Rafael Reis


Desejado por gigantes, alemão ignora crise e deve ter transferência recorde

Kai Havertz, do Bayer Leverkusen, deve ser um dos protagonistas da próxima janela de transferências - Christian Kaspar-Bartke/Bongarts/Getty Images
Kai Havertz, do Bayer Leverkusen, deve ser um dos protagonistas da próxima janela de transferências Imagem: Christian Kaspar-Bartke/Bongarts/Getty Images
Rafael Reis

Jornalista formado pela Universidade Estadual de Londrina e mestre em comunicação pela Fundação Cásper Líbero, foi repórter da Folha de S. Paulo por nove anos e mantém um blog sobre futebol internacional no UOL desde 2015.

15/06/2020 04h00

Classificação e Jogos

Desde que o futebol retornou à Alemanha, Kai Havertz disputou cinco partidas. Foram três vitórias com o Bayer Leverkusen e cinco gols marcados. Tudo isso com apenas 21 anos recém-completados.

O garoto, um dos protagonistas do cenário europeu pós-pandemia, vive uma temporada dos sonhos. Um sonho que deve levá-lo para bem longe do clube onde iniciou sua trajetória como profissional.

De acordo com diferentes veículos da imprensa esportiva do Velho Continente, a lista de times interessados em tirar o meia-atacante alemão do Leverkusen na próxima janela de transferências é grande. E só tem pesos pesados.

Chelsea, Real Madrid, Bayern de Munique, Liverpool e Manchester United já foram apontados como possíveis casas para Havertz a partir da temporada 2020/21. Por tudo isso, sua transferência deve alcançar cifras históricas.

Mesmo em um cenário de crise econômica decorrente da proliferação do novo coronavírus (Covid-19), o meia-atacante tem tudo para se tornar o jogador alemão mais caro de todos os tempos.

O recorde atual é a venda de Leroy Sané (Schalke 04) por 52 milhões de euros (R$ 295,4 milhões) para o Manchester City, em 2016. A ida de Timo Werner (RB Leipzig) para o Chelsea, caso realmente seja confirmada, vai subir esse sarrafo para 60 milhões de euros (R$ 340,8 milhões).

Só que, segundo o jornal alemão "Bild", o Leverkusen já recusou uma proposta de 80 milhões de euros (R$ 454,4 milhões), feita pelo Real Madrid, por Havertz. A próxima oferta, de acordo com o inglês "Daily Mail", deve vir do Chelsea: 85 milhões de euros (R$ 482,8 milhões).

No "Transfermarkt", plataforma especializada no Mercado da Bola, o garoto está avaliado em 81 milhões de euros (R$ 460,1). Antes da pandemia, o clube germânico esperava faturar mais de 100 milhões de euros com a provável transferência.

Os altos valores que envolvem o jovem astro criaram até um clima de desconforto entre o elenco e a diretoria do Bayern, um dos times interessados em contratá-lo. Na semana passada, o atacante Thomas Müller, um dos líderes dos jogadores, deflagrou a crise ao criticar seus chefes pela ideia de investir pesado no reforço.

"Havertz é um dos grandes talentos do futebol europeu e acho natural que o Bayern procure ter os melhores jogadores. No entanto, acho que é um absurdo falar em contratações quando nos cortam salários", afirmou o campeão mundial de 2014, em entrevista à Sky Sport.

Apesar de ter só 21 anos, o desejado meia-atacante já até parece um veterano. O camisa 29 do Leverkusen está em sua quarta temporada como profissional e já soma 150 partidas no futebol dos adultos (44 gols e 33 assistências).

Havertz estreou pela seleção alemã principal logo depois da Copa do Mundo-2018 e já disputou sete jogos. Nas últimas apresentações da equipe de Joachim Löw, ele vem sendo escalado como titular.

Impulsionado pelo bom futebol da sua "mina de ouro", o Leverkusen está na briga direta com o Borussia Mönchengladbach pela quarta e última vaga do Campeonato Alemão na próxima edição da Liga dos Campeões —tem um ponto de vantagem para o rival (57 a 56).

Rafael Reis