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Cinco perguntas sem respostas sobre atraso da Taunsa com Corinthians

Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, posa ao lado de Cleidson Augusto Cruz, CEO do grupo Taunsa - Felipe Szpak / Agência Corinthians
Duilio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, posa ao lado de Cleidson Augusto Cruz, CEO do grupo Taunsa Imagem: Felipe Szpak / Agência Corinthians

07/04/2022 04h00

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A escassez de informações dadas por Corinthians e Taunsa deixa uma série de dúvidas no ar desde que esta coluna revelou que a empresa não pagou pelo menos parte do que já deveria ter pago pelo contrato de patrocínio com o clube.

O Alvinegro conta com o dinheiro da parceira para pagar os salários de Paulinho. Porém, a remuneração do meio-campista está em dia mesmo assim, segundo a diretoria e um membro do estafe do jogador.

A seguir, confira as perguntas que estão sem respostas.

1 - Qual o valor do atraso?

A informação é importante para conselheiros, sócios e torcedores do clube saberem o tamanho do estrago. Porém, a diretoria corintiana e a Taunsa alegam existirem cláusulas de confidencialidade no contrato entre as partes para não revelarem detalhes.

Em nota divulgada no último dia 29, a Taunsa admitiu estar em atraso, mas não deu detalhes.

"A relação entre a Taunsa e o Corinthians permanece sem sobressaltos, com a quitação da parte pendente dos compromissos prevista para muito em breve", escreveu a empresa.

2 - Qual é o tempo de atraso?

Sem esse esclarecimento, é impossível avaliar com precisão os eventuais riscos a que o clube está sujeito.

3 - Os responsáveis pelo setor de compliance do Corinthians analisaram o contrato com a Taunsa e alertaram a diretoria sobre eventuais riscos?

Conselheiros oposicionistas cobram essa explicação para saber se houve uma análise da segurança jurídica que o acordo oferece ao clube e se o histórico da empresa foi avaliado com o objetivo de detectar possíveis riscos.

Esses conselheiros consideram a informação vital para que eles possam avaliar a responsabilidade do presidente Duilio Monteiro Alves no episódio.

A coluna entrou em contato com o escritório Gelson Ferrareze Sociedade de Advogados, contratado para cuidar da implementação do regime de compliance do Corinthians. E indagou se o contrato com a Taunsa foi analisado e se foi feito algum alerta ao Corinthians sobre eventuais riscos.

Sem se manifestar, o escritório orientou este colunista a procurar a assessoria de imprensa do Alvinegro, o que já havia sido feito. O departamento de comunicação do Corinthians disse que o clube não fará mais comentários sobre esse assunto.

4 - O que gerou o atraso?

Com esse dado seria possível avaliar se houve um problema pontual, que não deve se repetir no futuro ou se o caso é mais preocupante para o Corinthians.

Em seu comunicado oficial, a Taunsa, que atua na área do agronegócio, não esclareceu qual foi o problema. Mas, fez uma citação sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia.

"A Taunsa continua firme no seu propósito de investir no esporte como ferramenta de desenvolvimento social, mesmo diante do cenário de incertezas e percalços para o setor exportador gerado pelo recente conflito na Ucrânia. Pedimos desculpas a imensa torcida corintiana pelos ruídos causados e agradecemos a confiança em nosso trabalho", declarou a parceira alvinegra.

5 - A Taunsa ainda vai ajudar na contratação de um centroavante de peso?

O Corinthians contava com a parceira para trazer um "9" de renome internacional. Uma das ideias era voltar a tentar Cavani, dessa vez no meio do ano.

A empresa continua com dinheiro para essa empreitada? O projeto está de pé ou foi abortado?