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REPORTAGEM

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Perrone: Corinthians feminino é máquina de títulos que deve ser desfrutada

Jogadoras do Corinthians mostram medalha da Libertadores Feminina - Divulgação/Corinthians Feminino
Jogadoras do Corinthians mostram medalha da Libertadores Feminina Imagem: Divulgação/Corinthians Feminino
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

22/11/2021 10h59

Já há alguns anos tem algo acontecendo no futebol feminino brasileiro que merece atenção. Trata-se da máquina de títulos em que se transformou o Corinthians. Neste domingo (21), o Alvinegro venceu sua terceira Libertadores ao bater o Santa Fé por 2 a 0, em Montevidéu, no Uruguai. Os outros triunfos continentais foram em 2017 e 2019.

Se você não acompanha o futebol feminino por preconceito ou por outro motivo, azar seu, não das jogadoras corintianas.

Você está deixando de desfrutar um time histórico. Daqueles que aparecem raramente e viram lenda. Se você não aproveitar agora, pelo menos terá os vídeos à disposição para conferir que quem conta sobre essa equipe incrível não aumenta. Além da Libertadores, em 2021, as Brabas já paparam o Brasileirão, conquistado também em 2020 e 2018, e estão na final do Paulista, vencido em 2019 e 2020.

Arthur Elias montou um time que sobra contra quase todas as suas adversárias. O treinador tem nas mãos uma harmônica combinação de talento individual, força coletiva, disciplina tática, competitividade e alegria para jogar.

Se destaca também a forma como técnico e direção, comandada por Cris Gambaré, conseguem manter o alto nível do time, apesar de mudanças a cada temporada e da melhora dos rivais, enlouquecidos para destruir essa hegemonia. Uma aula para os cartolas que cuidam do futebol masculino do Alvinegro.

Neste ano, por exemplo, o clube perdeu três de suas mais importantes atletas: a goleira Lelê e as atacantes Crivelari e Gabi Nunes.

Só para registrar alguns dos talentos individuais atuais, hoje desfilam com a camisa corintiana feras como Tamires, Gabi Zanotti, Adriana, Yasmin e Gabi Portilho.

O Corinthians feminino é diferenciado também fora de campo, na relação com sua torcida. A retribuição do carinho recebido da Fiel é integral. Nas redes sociais e no campo, depois dos jogos, as jogadoras se dedicam para mostrar gratidão à torcida como se empenham em busca das vitórias. Elas ainda mostram alegria contagiante nas conquistas. Cantam com desenvoltura as músicas entoadas na arquibancada para impulsioná-las.

Claro que nem sempre o Corinthians vence. Mas dá para contar nos dedos as jornadas ruins.

Esse sucesso não será eterno. Então, aproveite. Se for o caso, se livre do preconceito com o futebol feminino e vá curtir esse time. Não é corintiano? Se você é daqueles que gostam de futebol bem jogado, independentemente da camisa, só vai. É bonito de ver.