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REPORTAGEM

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Comissão de Ética do SPFC arquiva pedido contra cartolas acusados com Aidar

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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

26/10/2021 22h07

A Comissão de Ética do Conselho Deliberativo do São Paulo arquivou pedido de conselheiros para abrir procedimento disciplinar e suspender liminarmente Leonardo Serafim, ex-diretor jurídico do clube, e Douglas Schwartzmann ex-secretário-geral. A representação foi feita por conta da denúncia aceita pela Justiça contra os dois por supostos crimes que teriam sido cometidos na gestão do ex-presidente Carlos Miguel Aidar, que também teve denúncia contra ele aceita. Os pedidos dos conselheiros também valiam para Aidar, que integra o Conselho Consultivo.

A denúncia aceita pela Justiça foi publicada inicialmente pela coluna de Diego Garcia no UOL e acabou sendo usada pelos conselheiros para acionar a Comissão de Ética. Porém, na última segunda, 25, Antônio Maria Patiño Zorz, presidente da Comissão de Etica, entendeu que não é atribuição do órgão investigar e que houve carência de informações para que o procedimento disciplinar fosse instaurado. Em sua decisão, ele indica que é preciso esperar o processo caminhar e ser encerrado na Justiça para que o órgão tenha informações substanciais sobre a conduta dos conselheiros. Nada impede que a investigação aconteça depois do processo judicial, se for o caso. Serafim, Schwartzmann e Aidar negam terem cometido crimes. Mais cinco pessoas foram acusadas, incluindo Cinira Maturana, ex-namorada de Aidar.

Schwartzmann é acusado de ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal. Ele pediu licença de seu cargo no clube depois da publicação da reportagem sobre a denúncia. Serafim é acusado de concorrer para furto. O Ministério Público diz que foram subtraídos pelo menos R$ 752,9 mil em prejuízo do São Paulo.

Na representação, os conselheiros afirmam que houve dano à imagem do São Paulo e que o estatuto prevê suspensão e pedido de indenização em casos de dirigentes que causem prejuízo material à agremiação. Schwartzmann e Serafim faziam parte da diretoria de Aidar.