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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Perrone: Crespo já gastou créditos ganhos no Paulistão e deve ser cobrado

Crespo orienta o São Paulo em clássico contra o Santos no Brasileirão - FERNANDO ROBERTO/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Crespo orienta o São Paulo em clássico contra o Santos no Brasileirão Imagem: FERNANDO ROBERTO/UAI FOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
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Perrone

Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

12/10/2021 10h03

Ninguém tira os méritos de Hernán Crespo por levar o São Paulo ao título do Paulistão. Desde 2012, com a conquista da Sul-Americana, o Tricolor não levantava uma taça importante.

Mas, treinador nenhum ganha créditos infinitos, independentemente da importância do campeonato que faturou.

O argentino já desfrutou do escudo que ganhou com o título estadual no início do Brasileirão.

Os primeiros maus resultados na competição nacional foram avaliados pela diretoria, em parte, como reflexo do desgaste causado pela conquista do Paulista, tratado pelos cartolas como "Copa do Mundo".

O tempo passou, e o time não retomou o rendimento apresentado no estadual. A série de contusões que atingiu a equipe entrou no cardápio de explicações da diretoria para a queda de desempenho.

Depois de muito patinar, o time apresentou evolução no empate com o Santos e deu motivos para a torcida ter esperança.

Porém, nesta segunda (11), no empate sem gols com o Cuiabá, o São Paulo regrediu. Foi desorganizado no meio de campo, lento na troca de passes e sem objetividade no ataque.

Não há lesão que justifique desempenho tão ruim de um elenco caro como é o são-paulino.

Crespo tem pouco mais de sete meses de casa. É um trabalho em construção, mas a demora para fazer a equipe evoluir no Brasileirão é exagerada.

Passou da hora de o treinador detectar erros e fazer o time reagir. O título Paulista já virou história, e as lesões são obstáculos que a comissão técnica precisa saber superar.

Ocupar o 13° lugar no Brasileirão, atrás de América-MG, Atlético-GO e Cuiabá, equipes com orçamentos menores, é muito pouco para o São Paulo.

Crespo precisa ser cobrado sem ressalvas. O mesmo vale para os jogadores. A diretoria também tem sua parcela de culpa.

Não se trata de pedir a cabeça do argentino. Trocá-lo antes do final do Brasileirão seria um erro, na opinião deste colunista. Mas o treinador não pode ser supervalorizado nem protegido pela conquista do Paulistão. O trabalho no Brasileirão é fraco e afeta sua média geral. Crespo e, consequentemente, o São Paulo precisam reagir com urgência.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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