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Raí elogiado: apoio a Diniz é comparado a episódio com Tite no Corinthians

Fernando Diniz comanda o São Paulo na semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio - Fernando Alves/AGIF
Fernando Diniz comanda o São Paulo na semifinal da Copa do Brasil contra o Grêmio Imagem: Fernando Alves/AGIF
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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

27/12/2020 11h34

A manutenção de Fernando Diniz no São Paulo faz Raí, antes pressionado, ser elogiado no clube. Sua insistência com o técnico, outrora vista como teimosia, agora é comparada por conselheiros e até por colegas de diretoria com a atitude de Andrés Sanchez ao bancar Tite após eliminação do Corinthians antes da fase de grupos da Libertadores de 2011.

No caso corintiano, Tite acertou o time e escreveu uma história vencedora no alvinegro. No mesmo ano do vexame diante do Tolima, foi campeão Brasileiro. Em 2012, levou o clube à conquista inédita da Libertadores e ao bicampeonato mundial.

Por sua vez, Raí esteve por um fio no São Paulo. A pressão de conselheiros e de torcedores pela demissão de Diniz se voltou contra ele.

No roteiro, também havia eliminação vexatória. O time do Morumbi caiu nas quartas de final do Paulista diante do Mirassol. Depois, não passou da fase de grupos da Libertadores. A equipe ainda seria despachada pelo Lanús da Copa Sul-Americana.

No início de outubro, em meio a uma sequência de sete jogos sem vencer, a pressão de conselheiros e torcedores pela demissão de Diniz estava no auge.

Raí e Alexandre Pássaro, gerente executivo de futebol, optaram pela permanência do técnico. O presidente Leco não atropelou seus subordinados.

O argumento era de que o trabalho tinha mais pontos positivos do que negativos. A direção de futebol elogiava Diniz, principalmente, por escolher bem os jovens revelados no clube que mereciam ter chance no time titular e ajudá-los a evoluir.

Porém, a permanência do treinador só era considerada possível se ele diminuísse as falhas defensivas, e se as vitórias voltassem.

A insistência com Diniz era atribuída internamente a Raí. E o diretor executivo de futebol teve a sua demissão discutida. Aliados de Leco defendiam que Carlos Belmonte, diretor-geral do clube social e agora futuro diretor de futebol não remunerado, assumisse o posto. Mas os jogadores saíram em defesa do ex-meia.

Raí ficou, o sistema defensivo tricolor passou a errar menos, o time engrenou e hoje lidera o Brasileirão com Diniz no comando.

O diretor executivo acertou, diz pelo menos parte dos que o criticavam por blindar o treinador.

Júlio Casares, presidente eleito do São Paulo, reconhece o acerto de Raí e fala em dar condições para Diniz ter vida longa no clube. Ele convidou Raí para estender seu vínculo até o final da atual temporada, em fevereiro de 2021. A tendência é que ele deixe o clube ao final deste prazo. Em recente entrevista ao jornalista PVC, o executivo disse que depois de encerrar a temporada quer descansar.

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