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Mauro Cezar Pereira

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mauro Cezar: Palmeiras 0 x 0 Atlético, semifinal foi uma ofensa ao futebol

Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

22/09/2021 04h01

Não se trata de jogar bonito. Nem feio. Mas de realmente jogar futebol, algo que consiste em saber controlar uma bola com qualquer parte do corpo, exceto braços e mãos, e colocá-la dentro do gol adversário.

Impedir que oponente faça o mesmo é um objetivo secundário, já que um gol do rival não o impede de vencer. Basta que seu time marque mais tentos nos 90 minutos.

Mas não perder era a meta de Palmeiras e Atlético no primeiro duelo semifinal da Libertadores. Óbvio que a turma que se contenta com qualquer coisa tentará justificar com velhas muletas, como "jogo decisivo é assim", ou "nessas partidas ninguém entrega nada de graça".

Há ainda a mais patética: "Melhor jogar mal e vencer do que jogar bem e perder", como se existisse uma relação entre o mau desempenho e o triunfo. Não, quem joga bem está trabalhando bem, consequentemente se aproxima do êxito.

E podemos dizer que ninguém entregou nada. Mesmo. Um jogo sem finalização no alvo, exceto uma do Palmeiras que para estatística entra como tal, mas na prática não levou perigo algum. Um mandante que só queria não perder, frente a um visitante que tinha a bola e se contentou por não levar gol.

Nenhum dos dois treinadores parecia insatisfeito após a peleja. Ambos alcançaram o objetivo em comum: não perder. Jogos assim agridem o futebol, pelo pífio aproveitamento dos bons jogadores reunidos na cancha e pelo tamanho das camisas envolvidas.

Os treinadores têm o direito de gostar daquilo. Estão tentando valorizar um trabalho fraco. É conveniente. E quem diz ter alguma paixão pelo futebol, mas procura justificar uma pelada tão injustificável, age de forma covarde como foram as estratégias das equipes.

Mas em Belo Horizonte será melhor, pois em algum momento alguém poderá estar desesperado por um gol. Então se lançará ao ataque. A não ser que os dois técnicos voltem a compartilhar saborosamente mais um zero a zero sem lances de perigo. Você duvida?

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL