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Mauro Cezar Pereira

Flamengo aquém do esperado, mas cenário era muito pior na Libertadores 2019

Bruno Henrique celebra gol marcado por Gabigol no duelo entre Racing x Flamengo: artilheiro reapareceu na equipe - Conmebol
Bruno Henrique celebra gol marcado por Gabigol no duelo entre Racing x Flamengo: artilheiro reapareceu na equipe Imagem: Conmebol
Mauro Cezar Pereira

Mauro Cezar Pereira nasceu em Niterói (RJ) e é jornalista desde 1983, com passagens por vários veículos, como as Rádios Tupi e Sistema Globo. Escreveu em diários como O Globo, O Dia, Jornal dos Sports, Jornal do Brasil e Valor Econômico; além de Placar e Forbes, entre outras revistas. Na internet, foi editor da TV Terra (portal Terra), Portal AJato e do site do programa Auto Esporte, da TV Globo. Trabalhou nas áreas de economia e automóveis, entre outras, mas foi ao segmento de esportes que dedicou a maior parte da carreira. Lecionou em faculdades de Jornalismo e Rádio e TV. Colunista de O Estado de S. Paulo e da Gazeta do Povo, desde 2004 é comentarista dos canais ESPN.

25/11/2020 01h33

Que a atuação do Flamengo em Avellaneda contra o Racing deixou a desejar é óbvio. O empate em 1 a 1 deve ser até celebrado pelos rubro-negros, pelas circunstâncias da partida, com o time brasileiro encerrando o jogo com 10 homens depois da expulsão de Thuller, por entrada violenta em disputa com Lisandro López os 37 minutos da etapa final.

Cartão vermelho justo, apresentado a oito minutos do encerramento do tempo regulamentar de uma partida que teve oito minutos de acréscimos. E resultou na parte final do confronto com o campeão da Libertadores apenas a se defender. A equipe argentina pressionou desordenadamente diante de um Flamengo fechado naqueles instantes derradeiros.

O técnico Sebastián Becaccecce gosta de ver seu time como protagonista, com a bola, a agredir. Mas, como se imaginava, com vários desfalques importantes, não fez tanta questão da posse como o habitual, mesmo assim foi mais agressivo, finalizou mais (10 contra 7 pelas estatísticas do SofaScore). Foi uma atuação bem satisfatória do conjunto local.

O Racing vinha de quatro derrotas na Copa da Liga Profissional, torneio que disputa em seu país. Mas a mudança de comportamento foi grande, natural ante o tamanho do jogo e a chance de encarar o atual campeão, na comparação com os compromissos recentes, válidos por um certame tapa-buraco criado na Argentina em tempos de pandemia do novo coronavírus.

Rogério Ceni assumiu o Flamengo 14 dias antes dessa partida e agora terá uma semana inteira para treinar e recuperar atletas até o jogo de volta, no Maracanã. Será a chance de ajustar a equipe, principalmente na defesa, que segue frágil e que o time argentino tentou explorar com jogadas aéreas, inclusive, e o experiente Lisandro mais presente na área do que de costume.

O contraponto à partida abaixo do esperado é o confronto desta mesma fase da Copa Libertadores em 2019, que marcou a estreia de Jorge Jesus no torneio, como o desta terça-feira foi o primeiro do novo treinador no certame na função. Era o quinto jogo do português e este foi o quinto do ex-goleiro. E o resultado acaba sendo muito melhor do que o do ano passado.

Se desta vez o Flamengo enfrentou um dos times mais tradicionais da Argentina, desfalcado, sim, mas um clube grande; e empatou, na edição anterior perdera para o Emelec, no Equador. E por 2 a 0. Conseguiu se classificar, nos pênaltis no Maracanã, que é a missão da próxima semana. Provavelmente com o time mais inteiro. Tudo indefinido, claro. Com Libertadores não se brinca.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL