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Rodrigo Coutinho

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Sequência a Pedro gera melhor início de temporada da vida dele

Colunista do UOL

13/02/2023 04h00

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Pela primeira vez desde que chegou ao Flamengo em 2020, o atacante Pedro começa uma temporada como um titular de fato da equipe. Ganhou a desejada sequência com Dorival Junior em meados de 2022, pós-lesão de Bruno Henrique, correspondeu, e manteve o status com Vitor Pereira, que certamente tem a ótima fase do centroavante como o grande trunfo deste início de ano.

O Mais Querido não conseguiu vencer a Supercopa do Brasil contra o Palmeiras e decepcionou no Mundial de Clubes ao ser eliminado pelo Al Hilal na semifinal, mas mesmo nos momentos mais críticos dos primeiros momentos de 2023, Pedro apareceu.

Para ele é fundamental iniciar a temporada assim. Bruno Henrique, que era titular do ataque ao lado de Gabigol até o meio do ano passado, em breve retornará de lesão. É claro que vai demorar para recuperar o ritmo e a melhor condição física, mas se o centroavante não vivesse uma boa fase, os pedidos pela reativação da gloriosa dupla que fez história no clube a partir de 2019 seriam incessantes.

Citar o camisa 27 do Flamengo é obrigatório para entender a trajetória de Pedro no Mais Querido. Foi contratado ainda na ''era Jorge Jesus'' para ser a sombra de Bruno Henrique e Gabi. Uma opção de alto nível que o elenco não tinha àquela altura entre os atacantes reservas, além do ganho de um ''camisa 9'' mais característico, que gerasse presença constante na área contra times muito fechados.

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Pedro comemora gol pelo Flamengo contra o Al-Hilal na semifinal do Mundial de Clubes
Imagem: Khaled DESOUKI / AFP

Pedro quase sempre entrou muito bem, mas desfazer a dupla parecia impossível. Não só pelo histórico, mas pelo desempenho em campo. Pensar em um trio de ataque sempre esbarrou na formatação tática da equipe.

Abrir Gabigol pelo lado direito e deixar Bruno Henrique mais preso ao lado esquerdo implicaria em obrigar dois jogadores de definição a marcar os laterais adversários. Os afastaria do gol muitas vezes.

Por trás deles, ainda tem Everton Ribeiro e Arrascaeta, dupla de meias que jogaria em todos os clubes brasileiros. Difícil resolver a equação. Encaixar todos e manter o equilíbrio defensivo do time.

Aliás, ter um sistema defensivo mais organizado, é a busca principal de Vitor Pereira para a sequência do ano, e por mais que este texto trate de atacantes, eles fazem parte do processo de melhoria defensiva. O combate começa com eles.

É mais um ponto que pode ser tocado para valorizar o momento de Pedro. O português não vai escalar Bruno Henrique, Pedro, Gabigol, Arrascaeta e Everton Ribeiro ao mesmo tempo no início de um jogo, e hoje o camisa 9 não sai do time.

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Pedro celebra gol do Flamengo sobre o Boavista em jogo do Campeonato Carioca
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

São nove gols em sete gols. Mais de um tento por partida. Ainda soma duas assistências. O início de 2021 foi o ano em que Pedro chegou mais perto disso. Balançou as redes sete vezes e deu uma assistência nas mesmas sete partidas.

Nada se compara, porém, ao que faz o centroavante do Flamengo em 2023. Se a situação está crítica na defesa, Pedro é garantia de gols ao time de Vitor Pereira. Sem ele, a situação seria muito pior.