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A grande e surpreendente virada do Milan sobre a Juve

Ibrahimovic comemora gol do Milan contra a Juventus, de Cristiano Ronaldo - Miguel MEDINA / AFP
Ibrahimovic comemora gol do Milan contra a Juventus, de Cristiano Ronaldo Imagem: Miguel MEDINA / AFP
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

08/07/2020 08h25

Milan 4x2 Juventus foi o grande resultado da terça-feira. Uma impressionante virada em um roteiro bastante imprevisível. Só não impacta a disputa por título porque a Lazio perdeu força e novamente foi derrotada.

A vitória reforça o momento do Milan, que conquistou 13 dos últimos 15 pontos disputados. Quebra também a sequência de sete vitórias da líder Juve.

Em campo, o jogo não parecia nada do que foi. Não tinha cara de 2x0 quando o placar é construído, não aparentava possibilidade de reação rossonera e também não teve superioridade que levasse a crer no 4x2.

Tudo fora do roteiro de um primeiro tempo frio, que teve intenções mais interessantes que as execuções. Sarri voltou a escalar o 4-4-2 que usou contra Lecce e Torino. Bernardeschi fecha a segunda linha pela direita e ataca como um ponta, dando liberdade para a dupla de ataque.

Dybala foi desfalque e Higuaín entrou para atuar ao lado de Cristiano Ronaldo. Pioli colocou Paquetá como meia pela esquerda no momento sem bola, liberando Rebic para atuar perto de Ibrahimovic por dentro. A estratégia passava por aproximar jogadores e trocar passes na direita para depois buscar inversões.

Kjaer e Bennacer buscariam Theo Hernández, o influente lateral do Milan, com a ideia de acelerar no corredor teoricamente vazio no lado oposto. Só que era o mesmo setor em que a Juve tinha Cuadrado, Bentancur e Bernardeschi. Ou seja: três dos nomes de maior fôlego e ocupação de espaço.

Ali estava a batalha teoricamente mais interessante. E alguns lances até nasceram do cenário desenhado. Mas não os gols ou o desenvolvimento do placar. Uma improvável arrancada de Rabiot abriu o placar com golaço. Depois, uma falha da dupla de zaga.

Um pênalti em lance isolado faz o Milan renascer e, em cinco minutos, acontece a virada. Para completar o festival aleatório de eventos, Alex Sandro erra um passe dentro da própria área e oferece o quarto gol.

Nada fez muito sentido lógico, do ponto de vista de análise. Mas uma virada tão grande em um importante clássico nacional tem peso, drama e fica marcada na história do confronto. Dá confiança ao Milan de Pioli em um momento de provável mudança de comando para a próxima temporada. E volta a levantar questões sobre o nível da Juventus, mesmo que o nono título consecutivo se aproxime.