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Rafael Oliveira

O positivo impacto inicial de Coudet no Celta

Eduardo Coudet posa com camisa do Celta de Vigo - Divulgação/Celta
Eduardo Coudet posa com camisa do Celta de Vigo Imagem: Divulgação/Celta
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Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

Colunista do Uol

21/12/2020 11h39

Eduardo Coudet deixou o Internacional para assumir um desafiador trabalho na Espanha. O Celta de Vigo tem acumulado temporadas ruins nos últimos anos, geralmente ameaçado pelo rebaixamento. Fugir da parte inferior da tabela é o primeiro objetivo. E as quatro vitórias seguidas jogam a equipe para a oitava posição.

Coudet repete a mesma fórmula dos bons trabalhos anteriores. Rapidamente, é possível ver a conhecida identidade, partindo de seu favorito 4-1-3-2.

No Celta não é diferente. E o efeito tem sido muito positivo, especialmente no resgate da confiança de um elenco qualificado, mas extremamente subaproveitado nos últimos tempos.

Renato Tapia tem feito a importante função de primeiro volante, com um talentoso trio de meias abastecendo o ataque que tem Iago Aspas como referência de qualidade e liderança.

Brais Méndez, Denis Suárez e Nolito formam o meio, e Santi Mina completa a dupla de ataque. Olaza tem importante papel ofensivo na lateral esquerda.

As vitórias sobre Athletic Bilbao, Granada, Cádiz e Alavés são animadoras pelo impacto imediato de um trabalho recente e também pela perspectiva de um nível coletivo que o Celta não conseguiu mostrar nos últimos quatro anos.

Com diferentes treinadores, foi sempre um clube instável e que não conseguiu extrair o que poderia do elenco que possui. O contexto certamente era bastante desafiador para Coudet, mas não é que fosse assumir um time fraco.

O treinador tem seus méritos no processo, ainda que seja um universo pequeno de avaliação. São treze gols marcados nas cinco primeiras partidas de La Liga (perdeu a estreia para o Sevilla).

Além da aparente compatibilidade entre ideias de jogo e características individuais, outro efeito rapidamente visto é a competitividade. Existe um índice chamado PPDA. Ele mede o número de passes permitidos por ação defensiva. Ou seja: mede o conforto (ou desconforto) que você permite ao adversário.

Nas últimas partidas, já é possível notar a diferença de passes cedidos. A intensidade sem bola para sufocar a posse do adversário e forçar erros.

São poucas semanas de trabalho, mas o Celta já tem traços relevantes do perfil de Eduardo Coudet. O início é bastante animador e o treinador causa uma boa primeira impressão na Espanha.