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As ideias do Botafogo na volta do Carioca

Honda, do Botafogo, disputa lance com Fabio Amaral, da Cabofriense, em goleada por 6 a 2 no Nilton Santos - Thiago Ribeiro/AGIF
Honda, do Botafogo, disputa lance com Fabio Amaral, da Cabofriense, em goleada por 6 a 2 no Nilton Santos Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Rafael Oliveira

Comentarista de futebol com passagens por Esporte Interativo e ESPN. Atualmente no Dazn. Sempre interessado em informações e análises do jogo em qualquer parte do planeta.

28/06/2020 13h32

Não dava para esperar grande coisa da apressada volta do Carioca. Também não seria coerente cobrar algo com o reduzido tempo de preparação. Mas o Botafogo foi bem nas ideias dentro e fora de campo.

De relevante, o protesto contra o protocolo da Ferj e a manifestação contra o racismo (que contou com a adesão de apenas um jogador da Cabofriense).

De interessante, além da boa goleada por 6 x 2, alguns testes. Nada que possa ser avaliado mais detalhadamente diante do atual cenário.

Cícero como zagueiro e Honda como meio-campista central no posicionamento inicial. Com variações. O zagueiro Marcelo Benevenuto foi lateral direito e ficava na base da saída de bola, sem se projetar e sem se desprender muito da linha, fechando mais a área na hora de defender. Luiz Fernando ficava com a marcação mais aberta, recompondo para ajudar a primeira linha. Do outro lado, Danilo Barcelos já avançava como lateral.

Isso permitia que Cícero participasse ativamente da saída, como responsável pela distribuição no primeiro passe. Honda também teve maior exigência no momento sem bola do que se imaginava, fechando a dupla central do 4-4-2 ao lado de Alex Santana.

Nas condições atuais, são poucos os minutos aproveitáveis em termos de dinâmica ou qualidade de jogo. São necessárias as muitas substituições, que alteram radicalmente. Individualmente, Luís Henrique e Caio Alexandre se destacaram.

De qualquer forma, o teste de Autuori é válido para as clássicas situações dos estaduais, quando há duelos muito desnivelados tecnicamente. Faz o time ficar teoricamente mais confortável com a bola para escolher o momento de acelerar ou cadenciar.

Evidentemente, por enquanto, é muito mais um princípio de observação do que qualquer conclusão. Melhor para o Botafogo que tenha sido um retorno com goleada e impressões positivas.