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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

GP da Espanha será hora da verdade para luta entre líderes e para medalhões

GP da Espanha de 2020 teve disputa entre Hamilton e Verstappen - Mark Thompson/Getty Images
GP da Espanha de 2020 teve disputa entre Hamilton e Verstappen Imagem: Mark Thompson/Getty Images
Julianne Cerasoli

Fã de Fórmula 1 desde a infância, Julianne Cerasoli nasceu em Bragança Paulista (SP) e hoje vive em Londres (Inglaterra). Atua como jornalista desde 2004, tendo trabalhado com diversos tipos de mídia ao longo dos anos, sempre como repórter esportiva e com passagem como editora de esportes do jornal Correio Popular, em Campinas (SP). Cobrindo corridas in loco na Fórmula 1 desde 2011, começou pelo site especializado TotalRace e passou a colaborar para o UOL Esporte em 2015, e para sites e revistas internacionais. No rádio, é a repórter de Fórmula 1 da Sistema Bandeirantes de Rádio desde 2017, e também faz participações regulares no canal Boteco F1, o maior dedicado à categoria no YouTube. Em 2019, Julianne criou o projeto No Paddock da F1 com a Ju, na plataforma Catarse, em que busca aproximar os fãs da Fórmula 1 por meio de conteúdo on demand e podcast exclusivo com personagens da categoria. Neste espaço: Única cobertura in loco de toda a temporada da Fórmula 1 na mídia brasileira, com informações de bastidores, entrevistas exclusivas, análises técnicas e uma pitada de viagens.

Colunista do UOL

05/05/2021 04h00

O GP da Espanha geralmente não é dos mais esperados pelos fãs de Fórmula 1 já que as equipes têm tanta informação sobre a pista que costuma receber os testes de pré-temporada que as corridas por lá acabam sendo mais previsíveis. Mas isso pode não ser uma má notícia neste ano: depois de duas corridas afetadas pelas condições climáticas - a chuva em Imola e o vento em Portimão - até os pilotos querem uma prova mais 'normal' para entenderem quem está melhor.

Isso, tanto lá na briga da frente, entre Lewis Hamilton e Max Verstappen, quanto mais atrás, uma vez que McLaren e Ferrari agora podem começar a serem incomodadas pela Alpine, que demonstrou crescimento em Portimão.

Mais um round de Hamilton x Verstappen

Após três etapas, Hamilton fez 2 a 1 em Verstappen, que vem errando mais que o inglês. Nas duas últimas classificações, Verstappen tinha carro para fazer a pole e não conseguiu. Em Imola, ele tomou a ponta logo na primeira volta mas, no último domingo, em Portugal, não correr de cara para o vento tirou suas chances de vitória. Em Portimão, a Red Bull pareceu um pouco mais arisca do que a Mercedes, o que ajuda a explicar por que, quando forçou o ritmo, Verstappen não conseguiu se manter na pista. Isso pode ter a ver com o vento e também com as atualizações que a equipe levou para a última corrida. "Prefiro não julgar o ritmo dessa corrida e esperar Barcelona, que é uma pista que a gente conhece melhor", disse Verstappen, embora seu chefe, Christian Horner, admita que a Mercedes melhorou e eles precisam "ser perfeitos em tudo" para batê-los.

Alpine quer comprovar crescimento

A equipe de Esteban Ocon e Fernando Alonso estreou um pacote de novidades extenso no GP da Emilia Romagna, mas só conseguiu extrair mais rendimento na corrida de Portimão, conseguindo andar em um ritmo bem mais próximo de McLaren e Ferrari, que brigam pelo terceiro lugar no campeonato. "Se esse ritmo for real, eles vão dar trabalho", disse Daniel Ricciardo, que passou parte da prova em Portugal andando perto de Alonso, e foi inclusive ultrapassado pelo espanhol. Então o GP da Espanha, até por todo o conhecimento que se tem da pista, deve mostrar qual o real ritmo da Alpine e se eles podem se juntar a essa briga.

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Fernando Alonso observa detalhe no carro da Alpine
Imagem: XPB/James Moy Photography

"Medalhões" sem desculpas

Uma das marcas deste início de temporada tem sido a dificuldade demonstrada pelos pilotos que trocaram de equipe neste ano e de Fernando Alonso, que está de volta ao grid depois de dois anos. E o fato de as duas últimas corridas terem sido disputadas em pistas sobre as quais as equipes não têm muitas informações não ajudou. Então esses pilotos - além de Alonso, Sergio Perez, Daniel Ricciardo, Carlos Sainz e Sebastian Vettel - terão uma chance de andar em uma pista que eles conhecem muito bem, e onde podem entender melhor o que está faltando para renderem bem nas novas casas. Por outro lado, será mais difícil justificar mais uma corrida fraca numa pista como Barcelona.

Possibilidade de estratégias diferentes

Diferentemente do GP de Portugal, em que todos fizeram apenas uma parada, já que o desgaste de pneus não era muito acentuado, na Espanha, mesmo que sejam usados os mesmos compostos (C1, C2 e C3), a pista tem o asfalto bem mais abrasivo e tem curvas rápidas de raio longo, que colocam mais energia nos pneus. Então não é raro ver GPs da Espanha em que pilotos tentam estratégias diferentes e acabam se encontrando no final da prova.

Corrida pode ser com chuva

Ter GPs da Espanha com tempo ruim é algo raro de acontecer, mas há previsão da chegada de uma frente fria para o domingo, que pode trazer chuva a partir da tarde de domingo, justamente no horário da prova, que começa às 15h na Espanha (10h da manhã pelo horário de Brasília). Em termos de temperatura, a expectativa é de que faça mais calor do que no GP de Portugal.

O GP da Espanha tem os primeiros treinos livres na sexta-feira, às 6h30 e às 10h da manhã. A classificação será às 10h no sábado, mesmo horário da largada, no domingo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL