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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Bardi é campeão dos 100m e Paulo André invade pista para comemorar

Felipe Bardi e Paulo André - Wagner Carmo/CBAt
Felipe Bardi e Paulo André Imagem: Wagner Carmo/CBAt
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

22/06/2022 18h49

Fora das competições para aproveitar a fama e juntar um pé de meia, Paulo André foi ao Estádio Nilton Santos para acompanhar de perto a final dos 100m rasos no Troféu Brasil, nesta quarta-feira (22). E viu Felipe Bardi, do Sesi, vencer com 10s13, em chegada apertada. Rodrigo Nascimento chegou praticamente junto dele, também com 10s13, mas atrás por apenas cinco milésimos de segundo.

Ao fim da prova, PA entrou na pista para abraçar os velocistas, que além de rivais foram também seus companheiros no revezamento 4x100m do Brasil. Quando Bardi estava sendo entrevistado para celebrar seu primeiro título do Troféu Brasil, o ex-BBB entrou na transmissão e assumiu a entrevista no lugar do repórter do Canal Olímpico.

"10s13, igual no ano passado, né?", comentou PA, fazendo referência ao resultado do Troféu Brasil de 2021, quando Bardi registrou na verdade 10s14 e ficou atrás exatamente de Paulo André. Bardi aparentou ter ficado constrangido.

O dia, afinal, era dele, que venceu o Troféu Brasil pela primeira vez na carreira, aos 21 anos, depois de cinco títulos seguidos de Paulo André. A marca, contudo, ficou aquém do que se esperava depois de uma semifinal muito forte pela manhã, quando Rodrigo Nascimento, do CT Maranhão, fez 10s04 e, Bardi, do Sesi, 10s09.

Na final, havia expectativa de que finalmente um brasileiro corresse abaixo de 10 segundos com vento válido (acima de 2m/s não vale como tomada de tempo), o que não aconteceu. Em terceiro chegou Erik Cardoso, do Sesi, com 10s26.

Só Rodrigo, pela manhã, fez o índice para o Mundial, que é 10s07. E, pelo resultado da final, o revezamento 4x100m do Brasil no Mundial terá Rodrigo, Bardi, Erik, Derick Souza e o novato Gabriel Garcia, um guia paralímpico que completou a prova em quinto, com 10s30.

Gabriel correu os Jogos de Tóquio com a velocista cega Gerusa Geber, que era favorita para ganhar os 100m da classe T11, mas foi eliminada da final depois que a cordinha que a ligava a Gabriel arrebentou. Depois eles ganharam o bronze nos 200m.

No feminino, quem venceu foi Vitória Rosa, com 11s25, também um tempo alto para os padrões internacionais. O pódio ainda teve Lorraine Martins (11s40) e Ana Carolina Azevedo (11s41). Vitória é a única com índice e o Brasil não se classificou para correr o revezamento no Mundial. Na oportunidade que teve para fazer índice, no Campeonato Ibero-Americano, Rosângela Santos se machucou.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado no texto, Felipe Bardi venceu Rodrigo Nascimento por cinco milésimos de segundo, e não cinco centésimos. O erro foi corrigido.