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Julio Gomes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Gomes: Manchester City faz PSG parecer um timeco

Lionel Messi, Mbappé e Neymar durante partida entre PSG e Manchester City na Liga dos Campeões - Reuters/Carl Recine
Lionel Messi, Mbappé e Neymar durante partida entre PSG e Manchester City na Liga dos Campeões Imagem: Reuters/Carl Recine
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Julio Gomes

Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa - a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

24/11/2021 18h57

O Manchester City venceu o Paris Saint-Germain por 2 a 1, nesta quarta, de virada. Consequência prática: Os dois estão classificados na Liga dos Campeões, com o City em primeiro e o PSG em segundo lugar no grupo, mesmo antes das partidas da última rodada. Consequência secundária: o PSG exposto até o último de seus defeitos.

O City fez o Paris parecer um timeco hoje. Um time que não defende tão bem assim - cedeu um centenar de chances claras e só não foi goleado por que o City desperdiçou a maior parte delas. E que só ameaça contra atacando em velocidade. Com o talento de Neymar, Messi e Mbappé, contra ataques rápidos e com espaço são uma maravilha.

Mas me parece pouco, bem pouco. Não acham?

No primeiro tempo, foram 11 finalizações a 3 para o City, com a bola passando para lá e para cá dentro da área de Navas. Aí começa o segundo tempo e, em um contra ataque bem tricotado entre Messi e Neymar, a bola sobrou para Mbappé marcar. Uma história parecida com a do primeiro jogo, o de Paris.

Viriam outros contra ataques, claro. No melhor deles, Neymar chutou para fora. Aliás, não foi um grande jogo de Neymar. Nem dele nem de ninguém no PSG.

O City continuou jogando o jogo dele, de imposição, suprimindo seu adversário. E veio a virada "ao natural", com os gols de Sterling e Gabriel Jesus - que entrou muito bem no segundo tempo. Com o placar desfavorável, o que fez o PSG? Nada. Apenas isso.

Foi um banho, um massacre. O City também ficou exposto nestes duelos contra o Paris, pois mostra-se um time vulnerável a estes contra ataques rápidos. Mas o time de Neymar, Mbappé e Messi ficou muito mais exposto. Ficou parecendo um time pequeno, café com leite. Difícil demais imaginar uma equipe com um jogo coletivo tão fraco chegar longe na Champions. O talento está lá, mas o jogo, não.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL