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Entre Beta e versão final, Overwatch 2 terá trabalho para decolar

Overwatch 2 - Divulgação/Blizzard
Overwatch 2 Imagem: Divulgação/Blizzard
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Leo Bianchi

Leo Bianchi é jornalista, já foi repórter e apresentador do Globo Esporte. É apaixonado por competição e já cobriu Copa do Mundo, Fórmula 1, UFC e mundiais de CS:GO, R6, FIFA, Just Dance e Free Fire. Também é youtuber e pro-player frustrado. No GGWP você encontra análise dos cenários competitivos no Brasil e no mundo, além dos bastidores do universo envolvendo times, jogadores e novidades em geral.

Colunista do UOL

29/05/2022 04h00

Uma fan base fidelizada, mas com uma série de obstáculos que atrapalhavam na tentativa de ter uma experiência competitiva atrativa e constante: essa é uma descrição (um pouco resumida, é verdade) do que viveu o Overwatch, um FPS de muitos altos e baixos, ao longo dos últimos tempos. Divertido e único em alguns aspectos, o game sentiu os melhores e piores gostos no seu período sob os holofotes da comunidade em geral.

Lançado em 2016, o Overwatch foi eleito o Jogo do Ano pelo Game Awards de 2016. Com gráficos amigáveis e uma dinâmica eletrizante, o shooter desenvolveu seu cenário ao ponto de ser cogitado como uma revolução no esporte eletrônico após o lançamento da Overwatch League, sua principal competição, em sistema franqueado e adotando moldes do estilo competitivo norte-americano, atrelando equipes a cidades.

Seis anos e muitos problemas atravessados depois, o Beta do Overwatch 2, uma tentativa de revitalizar a comunidade, jogou outro boom no colo do cenário: pico de 1,5 milhão de espectadores simultâneos na Twitch. Empolgante? Não quando a marca caiu mais de 90% em uma semana e recolocou os fãs de volta à realidade dura, independentemente de novos mapas, heróis e renovações de sistema.

Parece bem difícil acreditar em uma realidade saudável para o Overwatch a longo prazo. Entre perdas de patrocinadores, migrações de jogadores e um caminho que parece sem grandes saídas, o surgimento de uma segunda versão do game não soa como suficiente a longo prazo. Pode fazer um pouco de barulho, mas não abalar estruturas. Hoje, o VALORANT, por exemplo, com muito menos tempo de vida, soa como um projeto bem mais promissor.

Para manter um jogo e um Esport aquecido, além de um minucioso trabalho diário de evolução, é necessário manter grandes personagens, construir novos e estimular que o game seja, de fato, sustentável e atrativo para diferentes perfis. O Overwatch parece ter estagnado dentro de sua realidade, e ali se recolhido sem espaço para bater de frente com outros grandes títulos do FPS.

No caso da Overwatch League, especificamente, a mistura entre equipes dos Estados Unidos e China parecia de grande potencial, levando em conta a expressão de ambas as regiões em outros jogos e o mercado de games como um todo. A produção como um todo parecia maravilhosa e repleta de recursos, mas não era segura a longo prazo. Uma pena. Caso o fizesse, faria ainda mais os concorrentes se moverem.

Pode ser que o Overwatch 2 dê novos passos e trace um caminho de ascensão posteriormente, reativando grandes memórias dos fiéis jogadores, mas a Blizzard vai precisar ralar muito para fazer com que a imagem de um grande "contender" do mercado seja reativada.