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Diego Garcia

REPORTAGEM

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Atlético-MG: Justiça dá 15 dias para Galo pagar R$ 11 milhões a Cury

Colunista do UOL

30/06/2022 17h32

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A Justiça de São Paulo determinou que o Atlético-MG tem 15 dias para pagar R$ 11 milhões ao empresário André Cury. O valor é parte da dívida do clube com o agente, que atualmente está na casa dos R$ 65 milhões, com os juros e atualizações que correm diariamente.

A juíza Camila Azevedo, da 19ª Vara Cível, determinou que o Atlético-MG tem esse prazo para quitar a quantia, após Cury ingressar com um pedido de cumprimento de sentença após o clube ser condenado em duas instâncias a pagar pelo débito. A dívida do clube mineiro com a Link Assessoria Esportiva, de propriedade de Cury, tem origem na contratação de Erazo junto ao Estoril, de Portugal.

O clube disse que o assunto está sub judice e não vai comentar.

Em razão dos serviços prestados pela Link na contratação de Erazo pelo Estoril e na transferência do Estoril para o Galo, o clube português cedeu à empresa 1,1 milhão de euros que teria de receber do Atlético-MG.

Enquanto isso, as conversas por um acordo, que haviam se intensificado em março, especialmente durante a renovação de Vargas (jogador chileno — Cury também faz parte dessa negociação), estacionaram nas semanas seguintes e hoje são praticamente inexistentes.

Segundo apurou a coluna, o Galo havia pedido pela concessão de um desconto maior do que a pretendida por Cury para concretizar um acordo e encerrar de vez a briga que se estende há mais de um ano.

Enquanto isso, os processos em nome de Cury e suas empresas contra o Atlético-MG vão rolando pelos tribunais do Brasil. A dívida que inicialmente girava na casa dos R$ 40 milhões, até o fim do ano passado, hoje chega a R$ 65 milhões.

Na semana passada, o clube teve novamente as contas bancárias bloqueadas por conta de uma dívida com o agente. A penhora ocorreu por discussão judicial pela contratação do atacante argentino Franco di Santo, que alcança R$ 1,6 milhão, valor do bloqueio.

Em 2021, as partes quase chegaram a um desfecho da briga. O vice-presidente José Murilo Procópio era quem tocava as negociações e chegou a elogiar publicamente os representantes de Cury. Porém, o acordo subiu no telhado.

"Ele esteve no meu escritório, por duas vezes. A advogada dele é a irmã, a Adriana Cury. É uma pessoa do bem, uma advogada muito correta. E chegou um momento em que nós não estávamos encontrando o número que ele pretendia ou se dizia credor", disse Procópio na ocasião.