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OPINIÃO

Neymar de 10 e Paquetá mais recuado salvam Brasil de atuação fraca

Richarlison comemora com Neymar na vitória do Brasil sobre o Equador Imagem: Buda Mendes/Getty Images
Danilo Lavieri

Colunista do UOL

04/06/2021 23h30

As mudanças táticas forçadas pelo medo da expulsão de Fred fizeram o Brasil evoluir e vencer o Equador hoje (4) no Beira-Rio por mais uma rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo. Com a entrada de Gabriel Jesus no lugar do meio-campista, a equipe alterou a maneira de se posicionar em campo, com o atleta do PSG atuando mais recuado, como "maestro", com Paquetá mais como volante do que como meia. Foram os melhores momentos do time em jogo que terminou em 2 a 0 para os mandantes.

A evolução veio depois de um primeiro tempo sonolento, com pouca criatividade e com meio-campo anulado pela marcação adversária, que pode se justificar em partes pela longa pausa que tirou a seleção de campo. Mesmo a tentativa de liberar um dos laterais para subir ao ataque, normalmente Alex Sandro, não deu certo como acontecia com Renan Lodi nas últimas partidas do time.

Gabigol mostrou disposição à frente, correu, buscou alternativas e deu mobilidade ao ataque, mas não conseguia ficar em condições de finalizar. Richarlison também foi travado na maior parte das tentativas. O sistema defensivo quase não foi testado, mas Marquinhos mostrou que tem como liderar o setor mesmo sem a presença de Thiago Silva, que ficou nas arquibancadas.

Com as mudanças após a saída de Fred, o jogo de todo mundo evoluiu. Richarlison conseguiu aparecer mais aberto pela esquerda, Gabriel Jesus entrou mostrando que não é tão simples assim deixá-lo no banco e conseguiu até mostrar que pode fazer dupla com seu xará. O flamenguista só não deixou o seu por detalhes em duas ocasiões e depois foi substituído por Firmino.

É importante reparar que quase todos os jogadores correram para o banco para abraçar Tite no primeiro gol. Em meio a queda de braço com a diretoria, o grupo deixou claro para Rogério Caboclo e seus companheiros de cartolagem que está com o comandante.

Resta saber agora como Tite vai escalar a sua equipe para a próxima partida. Para Neymar, não é novidade atuar como armador, já que ele cumpre essa função em várias ocasiões do PSG. A crise para achar um camisa 10 pode ter a solução que no final se mostra uma das mais óbvias.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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