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Danilo Lavieri

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Temporada nova, problemas velhos: Palmeiras joga mal, mas vence na Recopa

Rony comemora o gol do Palmeiras contra o Defensa y Justicia - Conmebol/ Divulgação
Rony comemora o gol do Palmeiras contra o Defensa y Justicia Imagem: Conmebol/ Divulgação
Danilo Lavieri

Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Colunista do UOL

07/04/2021 23h23

Foi o primeiro jogo do Palmeiras com força máxima na temporada de 2021, mas o filme teve muitas cenas repetidas em relação à temporada passada, inclusive nas vitórias dramáticas. O Alviverde mostrou as mesmas falhas que o seu torcedor já estava acostumado em 2020 e, mesmo assim, venceu por 2 a 1 o frágil Defensa y Justicia, da Argentina, na primeira partida da Recopa, fora de casa. A volta está marcada para quarta-feira da semana que vem, em Brasília.

Hoje (7), Felipe Melo foi muito mal, deixando um espaço entre o meio e a grande área, com Raphael Veiga e Zé Rafael inoperantes na hora de roubar as bolas e armar as jogadas criativas. Faltou alguém que conseguisse dar criatividade ao time brasileiro, e o jeito foi apostar na velocidade de Rony, escalado à frente como centroavante, uma vez que Luiz Adriano, com covid-19, nem viajou. Como a diretoria palmeirense não conseguiu agir no mercado, sobrou para ele fazer o papel do 9.

Foi assim que o Alviverde conseguiu abrir o placar, para depois acertar uma batida de falta, ficar novamente à frente e controlar o jogo. Mas foi só. Com o meio-campo inoperante, sobrou para Gustavo Gómez e Luan abusarem dos chutões para afastar o perigo e, quando a bola passava, sobrou para Weverton fazer mais algumas de suas defesas essenciais. Ficou longe de ser uma partida que empolgasse o torcedor. Considerando que é o primeiro jogo da temporada com força máxima, ao menos o resultado é satisfatório.

O Palmeiras começou o jogo em ritmo de jogo-treino, como se a partida não tivesse o valor de quase R$ 7 milhões em premiação. Felipe Melo, aparentemente fora de ritmo, Zé Rafael e Raphael Veiga, completamente sumidos, fizeram a equipe brasileira não conseguir impor seu ritmo diante dos argentinos.

O Defensa teve 60% da posse de bola, finalizou mais e melhor, mas terminou os 45 minutos perdendo por causa de uma qualidade bem específica do Alviverde: sair no contra-ataque e apostar na velocidade de Rony. Com excelente passe de Willian, o atacante tocou na saída do goleiro adversário e colocou os palmeirenses na frente do placar, mas foi só.

No segundo tempo, os erros continuaram. Zé Rafael praticamente não achava a bola, e Felipe Melo voltou a falhar, mas, desta vez, de forma decisiva. Braian Romero conseguiu o empate após sua equipe aproveitar todo o espaço deixado pelo Pitbull entre o meio-campo e a grande área.

Abel Ferreira, então, resolveu mudar a equipe e finalmente combateu o principal problema do Palmeiras na partida ao tirar Felipe Melo e Zé Rafael para as entradas de Danilo e Patrick de Paula. O meio-campo começou a ter mais rapidez na hora de combater e sair para a partida e conseguiu igualar as ações, tirando a vantagem física do Defensa. Em uma falta, Gustavo Scarpa aproveitou a demora do goleiro adversário para reagir e definiu o triunfo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL