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Palmeiras precisa aprender que "cochilo" em mata-mata pode ser fatal

Willian e Ademir disputam a bola pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil, entre Palmeiras e América-MG Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Danilo Lavieri

Colunista do UOL

23/12/2020 23h24

O Palmeiras fez dois tempos completamente diferentes no jogo desta quarta (23) contra o América-MG, pela primeira partida da semifinal da Copa do Brasil. O empate em 1 a 1 deixa a situação completamente aberta para o jogo de volta, mas dá um alerta importante para os comandados de Abel Ferreira. Um cochilo como o de hoje nos primeiros 45 minutos pode ser fatal em mata-mata.

Marcado pela intensidade desde quando o português assumiu, o Alviverde sofreu muito na primeira etapa e produziu com pouco perigo. Com seus atletas apáticos, o time viu uma falha grotesca de Emerson Santos e saiu atrás no placar. O gol de empate veio no estilo Cucabol, com Gustavo Gómez de cabeça.

Raphael Veiga, responsável pela criação, Gustavo Scarpa e Marcos Rocha, que poderiam ser opções, e Willian, no comando do ataque, estiveram muito mal. O respiro da equipe era com Gabriel Menino, que conseguia defender e ter calma o suficiente para armar o jogo.

O América-MG é um dos melhores times da Série B, mas ainda tem um elenco muito abaixo do que o Palmeiras pode produzir. Se tivesse um pouco mais de qualidade, a equipe de Belo Horizonte poderia ter aumentado a vantagem na primeira etapa. Se jogasse assim contra o River Plate, por exemplo, o time paulista provavelmente iria para o vestiário com uma desvantagem ainda maior.

Basta lembrar a Libertadores de 2018, quando a equipe de Palestra Itália fazia uma excelente competição e "dormiu" por cinco minutos. Foi o suficiente para o Boca Juniors fazer dois gols e encaminhar a vaga na final.

No segundo tempo, o Palmeiras melhorou muito. Antes mesmo das substituições, o time voltou do vestiário dominando as ações e se recuperando com rapidez quando o América-MG tinha a bola. Não que tenha sido o suficiente, mas depois do início do jogo, a evolução foi considerável.

A queda de produção também volta a colocar no foco a questão do quanto o Alviverde está preparado para jogar com força máxima em três frentes diferentes. Hoje, Danilo, Viña e Luan ficaram no banco. Os três tinham sido titulares no jogo contra o Internacional, pelo Brasileirão.

Caso priorizasse as copas, o trio poderia ter atuado por 90 minutos e certamente aumentariam a qualidade do futebol apresentado. Será que contra o Red Bull Bragantino, no domingo, Abel Ferreira manterá a ideia de entrar com seus principais atletas?

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