Topo

Danilo Lavieri

Palmeiras define metas e aprova orçamento de 2021 com R$ 607 mi de receitas

Palmeiras aprova previsão de orçamento para 2021 - Cesar Greco
Palmeiras aprova previsão de orçamento para 2021 Imagem: Cesar Greco

Colunista do UOL

16/12/2020 22h00

Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail

Email inválido

O Palmeiras aprovou hoje (16) o orçamento para 2021 em reunião no COF (Conselho de Orientação e Fiscalização). Foram 14 votos a favor e apenas a abstenção do ex-presidente Mustafá Contursi para uma previsão de R$ 607 milhões de receita, o que significaria um superávit de R$ 10 milhões considerando os gastos previstos. O Conselho Deliberativo ratifica nesta quinta (17) o que foi apresentado.

O projeto leva em conta algumas premissas como a manutenção dos contratos de Crefisa e Puma, direitos de televisão que já estão assinados, performance esportiva nos campeonatos, bilheteria de estádios, adesão aos programas de sócio-torcedor e venda de jogadores.

Por conta da pandemia, a previsão leva em conta que não haverá público até o mês de junho e que os estádios reabrirão a partir de julho com 30% da capacidade total das arquibancadas. A ideia é vender R$ 80 milhões em atletas na próxima temporada.

No âmbito esportivo, as metas do Palmeiras levam em conta que o time chegará até as determinadas fases das competições que disputará: semifinal do Paulista, ficar no G6 do Brasileirão, chegar às quartas de final da Copa do Brasil e também da Libertadores.

O orçamento ainda leva em conta a projeção de como o Palmeiras fechará o ano de 2020 nas contas. O que está previsto é um déficit de R$ 188 milhões no término de dezembro. E aí explica-se o motivo do tamanho do rombo.

Hoje, o balancete de novembro também foi aprovado com quase R$ 2 milhões de déficit. No acumulado, o negativo está em R$ 135 milhões por conta da queda de receitas decorrente da pandemia, além da variação cambial. Para piorar os prêmios em eventuais títulos dos torneios serão pagos apenas no ano que vem por causa do calendário.

O déficit de R$ 188 milhões em dezembro está considerando uma eventual derrota na Justiça no caso de Antenor Angeloni, que foi fiador no negócio de Wesley e nunca foi pago. O máximo que o valor pode chegar é de R$ 50 milhões. Esse total pode diminuir de acordo com o índice de atualização monetária que for utilizado.

Essa pendência vem desde a gestão de Arnaldo Tirone, em 2012, e nunca foi solucionada. Durante a gestão de Paulo Nobre, um acordo foi proposto no valor inferior a R$ 20 milhões, mas o então presidente preferiu manter a briga nos tribunais.