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Como uma sugestão do armador do Thunder fez renascer o All-Star Game da NBA

Chris Paul - Jonathan Daniel/Getty Images/AFP
Chris Paul Imagem: Jonathan Daniel/Getty Images/AFP
Fábio Balassiano

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18/02/2020 06h01

"Eu estava fora do All-Star Game havia quatro anos e pude ver de fora como as coisas estavam indo do ponto de vista dos fãs. Quando você está jogando, atuando, exercendo a sua função, tudo fica meio turvo, difícil de ver. Como espectador, notei que algo precisava ser feito e foi assim que liguei para Adam Silver, o comissário-geral. A NBA precisava ter um modelo parecido ao de basquete de rua, quando há, sempre, um game-winner (arremesso vencedor) para a partida acabar. Isso gera emoção, prende atenção e coloca todos em alerta. Também sugeri que os fãs tivessem uma maior participação durante a partida. Quando são times jogando, o objetivo é claro: vencer o rival e aí os torcedores vibram. No All-Star precisávamos de algo diferente e as doações para instituições de caridade, com os beneficiários na quadra, faria sentido"

A declaração acima foi dada, em entrevista coletiva no domingo, por Chris Paul, armador do Oklahoma City Thunder e o maior responsável por fazer o jogo do All-Star da NBA ter renascido nessa temporada depois de anos sucessivos de perda de audiência, insatisfação do público e ausência total de interesse por parte de quem queria ver os melhores jogadores da liga se esforçando ao menos um pouco. No final, vitória de 157-155 do Time LeBron contra o Time Giannis para a alegria de todos. Chris jogou 26 minutos e teve 23 pontos e 6 assistências pelo time vencedor no retorno à grande festa.

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Incomodado com as partidas mornas dos últimos anos, CP3, como é conhecido, ligou para Adam Silver, sugeriu mudanças, todas elas aceitas pela direção da liga e o que se viu no ASG de Chicago foi algo raríssimo para uma partida festiva: drama, competitividade, intensidade, defesa, técnicos reclamando, jogadores nervosos e fãs em polvorosa. Climão de playoff, né? Por aí mesmo!

As sugestões de Paul foram acatadas pela NBA, que repartiu o jogo em três períodos iniciais, com cada um valendo US$ 100 mil para uma instituição de caridade (e com pessoas dentro da quadra vibrando por isso), e com o último período sendo disputado até que um time chegasse a 30 pontos sem um relógio decrescente servindo como inibidor de qualquer coisa. No meio disso tudo houve a morte de Kobe Bryant, e a homenagem acabou sendo em relação aos 24 pontos (camisa final de Kobe no Lakers). A competitividade foi tanta, mas tanta, que nos primeiros 3 períodos de jogo houve 49 enterradas. No quarto decisivo, uma. Nos 3 primeiros períodos, mais de 54% de aproveitamento nos arremessos. No derradeiro, apenas 34% (isso tudo só com All-Star, cracaços, na quadra).

O resultado pode ser medido na audiência, divulgada nesta segunda-feira à noite, da TNT americana. O jogo de domingo atraiu uma média de 7,3 milhões de espectadores, um aumento de 8% em relação ao ano passado. A audiência da TNT alcançou uma média de 8 milhões quando as equipes LeBron e Giannis atuaram sob as novas regras projetadas para impulsionar a competição no derradeiro período da partida. O aumento da audiência do All-Star Game contrasta com a da temporada regular, que tem registrado queda de até dois dígitos em relação ao ano passado.

Além disso, a atração começou com uma homenagem à história do basquete de Chicago e a Kobe Bryant. A cobertura pré-jogo teve em média 6,3 milhões de espectadores assistindo, um aumento de 19% em relação ao ano passado. Nas redes sociais, o conteúdo publicado tanto por NBA quanto TNT (a emissora da atração deste domingo) gerou aumento de 44% nas visualizações de vídeos, 33% em impressões e 26% em compromissos em relação a 2019 de acordo com a Turner Sports.

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