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Quem se deu bem no último dia de transferências da NBA

D"Angelo Russell, agora ex-jogador do Golden State Warriors - Noah Graham/NBAE via Getty Images
D'Angelo Russell, agora ex-jogador do Golden State Warriors Imagem: Noah Graham/NBAE via Getty Images
Fábio Balassiano

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07/02/2020 05h06

Terminou ontem o último dia de trocas da NBA, e um bom resumo você encontra aqui, aqui e aqui. O brasileiro Bruno Caboclo saiu de Memphis e foi para Houston, onde aparentemente terá mais oportunidades de jogar, e abaixo eu faço um resumo sobre quem se deu melhor nesta janela de transferências da principal liga de basquete do planeta.

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Miami Heat -> Grandes movimentos de Pat Riley, o manda-chuva do time, que conseguiu despachar dois contratos (Justise Winslow e Dion Waiters) e trouxe três bons alas para a franquia. O veterano Andre Iguodala, que ganhou uma extensão de US$ 30 milhões por 2 anos (o segundo é opção do Heat), Solomon Hill e Jae Crowder (ambos com contratos expirantes), todos vindos de Memphis. O Miami acredita que pode, sim, brigar pelo título do Leste com esse núcleo liderado por Jimmy Butler.

Golden State Warriors -> Era pedra cantada que D'Angelo Russell não duraria muito no Warriors. Na entrevista coletiva de apresentação dele de cinco, seis meses atrás, já se comentava isso. E não durou mesmo. Na primeira oportunidade a franquia despachou o armador e conseguiu o bom ala canadense Andrew Wiggins, que, se não é uma estrela de primeira grandeza, pode funcionar como terceira ou quarta opção ofensiva da equipe do técnico Steve Kerr. O Golden State, agora, espera o final da temporada para, no próximo campeonato, ter um núcleo com Steph Curry, Klay Thompson, Wiggins e Draymond Green, além de uma escolha do começo do próximo Draft. Ótimo movimento de Bob Myers.

Memphis Grizzlies -> Tá aí um time que vale a pena ficar de olho. Se perdeu o experiente Crowder pro Miami, o Grizzlies adicionou o bom ala-armador Justise Winslow e o veterano ala-pivô Gorgui Dieng. Ambos têm mais dois anos de contrato, mas não impactam tanto na folha salarial de um time cujo núcleo é absurdamente jovem e que tem, este núcleo, mais no mínimo dois anos juntos. Ja Morant e Jaren Jackson Jr., as principais peças, agradecem. Já na zona de classificação, o Memphis tem tudo pra seguir evoluindo. A chegada dos dois traz experiência e rodagem a um elenco bem jovem e ainda em fase de construção na NBA.

Minnesota Timberwolves -> Se não foi O movimento, o Wolves minimamente trouxe um jogador talentoso, e amigo, para jogar com Karl-Anthony Towns. D'Angelo Russell e Towns jogaram juntos na faculdade, são bem próximos, tinham o sonho de atuar juntos (não em Minnesota, desconfio, mas ok...) e agora poderão tentar tirar a franquia do buraco. Wiggins teve chances, mas não conseguiu decolar. Trazendo Russell o Minnesota também impede uma implosão total da equipe, já que duvida-se muito que agora Towns peça pra ser trocado.

Los Angeles Clippers -> O Clippers foi cirúrgico. Conseguiu o bom ala Marcus Morris do Knicks, dando apenas suas peças jovens que não tinham muito espaço na rotação. Além disso, impediram que o Lakers contratasse o mesmo Morris (cortejado pelo time do LeBron desde o começo do ano). É mais uma peça que espaça a quadra, tem bom arremesso, é experiente e que dá tranquilidade para o técnico Doc Rivers continuar dosando os minutos de Paul George e Kawhi Leonard até o playoff. O Clippers fica ainda mais forte.

Atlanta Hawks -> O Atlanta fez o jogo de espera direitinho e acabou ficando com Clint Capela e Jeff Teague. O primeiro vem para ser pivô titular. O segundo, armador reserva de Trae Young. Além deles, o pivô Dewyane Dedmon e o ala Skal Labissière podem ajudar na rotação, que de fato estava muito comprometida no começo da temporada. Young ainda não tem O companheiro para guiar o Hawks a dias de sucesso, mas ao menos uma fundação razoável para a equipe brigar por algo razoável na próxima temporada me parece que está ali.

Concordam comigo?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL