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Para cardíacos: empate ilógico do Palmeiras, Flamengo colado e Bota zicado

Nunca duvidei de uma coisa: quem não gosta de futebol vive mais. Na rodada em que o Santos empatou com o Botafogo aos 45 do segundo tempo, o Galo meteu 3 no Grêmio, o Bragantino perdeu, o Flamengo ganhou e o Palmeiras arrancou um empate do Fortaleza com um a menos em campo? bom, só tendo coração forte.

O caso do Botafogo transcende a bola. Talvez sal grosso no reboco do Nilton Santos.

O Galo faz um returno épico, comandado por Felipão e colou de ver no pelotão da frente.

O Flamengo fez o seu, vencendo por 3 a 0 o rebaixado América e tirando o sossego dos adversários.

O Palmeiras começou muito mal, como costuma ser o caso pós data FIFA. A kritptonita palmeirense.

O Fortaleza dominou o primeiro tempo e vencia por 1 a 0 com gol de Galhardo, anulando completamente o adversário. Aos 13 da etapa final, Gustavo Gómez foi expulso. Sim, de novo. Parecia o princípio do fim de qualquer chance de liderança para o alviverde. Aos 21, num bate e rebate meio bizarro, a bola sobrou para Veiga e ele milagrosamente empatou o embate.

A alegria durou três minutos. Aos 24, em noite iluminada, Calebe fez o segundo. Água fria. Por oito minutos. Aos 32, no rebote de um chute horrível de Piquerez, Zé Rafael bateu cruzado e igualou o placar. Conquistou o mais importante: o benefício de não precisar dos outros.

Palmeiras permanece líder, dependendo só de si. Flamengo permanece perigoso, mais colado do que nunca. Botafogo permanece zicado. Galo encostou. Grêmio e Bragantino estão vivos, mas ficaram para trás. Ninguém dorme.

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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