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Alicia Klein

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

De ressaca no primeiro tempo, líder Palmeiras empata na Ressacada

Gustavo Scarpa observa lance durante a partida entre Palmeiras e Avaí - R.Pierre/AGIF
Gustavo Scarpa observa lance durante a partida entre Palmeiras e Avaí Imagem: R.Pierre/AGIF
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Alicia Klein

Alicia Klein tem quase 20 anos de mercado esportivo em posições de liderança no Brasil e no exterior. Escreveu a biografia de Michael Schumacher, trabalhou na NFL, no universo olímpico e no da Copa do Mundo. Decidiu que é hora de falar sobre misoginia, racismo, trabalho infantil e tudo que o esporte aceita em nome dos resultados dentro e fora de campo.

26/06/2022 18h17

Em Florianópolis, o Palmeiras entrou em campo com o time menos que misto para enfrentar o Avaí, quinto melhor mandante do campeonato.

Se contarmos Luan, que disputa posição com Murilo, o Palmeiras entrou em campo com apenas cinco titulares: Weverton, Mayke, Gustavo Gómez, Luan e Jorge; Zé Rafael, Gabriel Menino e Scarpa; Breno Lopes, Rafael Navarro e Wesley.

Em um primeiro tempo no máximo morno, o Palmeiras não conseguiu se impor, com atuações especialmente ruins de Jorge (muito ruim), Breno Lopes e Navarro. Algumas poucas chances de cada lado, com a equipe paulista atuando abaixo do seu potencial e a catarinense lutando para superar a diferença técnica.

Aos 50 minutos, Gómez fez o que Gómez raramente faz: um pênalti infantil. Bissoli não quis saber, Avaí 1 a 0.

Na Ressacada, o Palmeiras parecia jogar de ressaca. Lento, chegando atrasado, cometendo erros bobos, operando totalmente abaixo da sua capacidade. Vocês sabem como é. A gente parece que passa o dia inteiro meio estragado, com aquela sensação de 10% de bateria.

Mas a equipe deu aquela renascida do fim da tarde e, com 1 minuto de bola rolando na segunda etapa, Jorge e Gómez contribuíram com um pênalti para o lado certo. Bola no braço de Bressan, Scarpa enchendo o pé: 1 a 1.

Aos 14 minutos, Raphael Veiga, voltando de três semanas parado por uma lesão na coxa, substituiu Scarpa e Breno Lopes saiu para a entrada de Rony.

E foi ele, Ronielson, o homem que nunca fez um jogo lento na vida, o responsável por virar a partida. Depois de uma bela jogada de Wesley, aos 19 minutos, o camisa 10 escorregou de carrinho para empurrar a pelota às redes.

Aos 24, Dudu substituiu Wesley.

Aos 23, Jean Pyerre entrou. Aos 27, bateu uma falta perfeita: 2 a 2.

Aos 38, depois de uma fraca atuação, Navarro saiu para a chegada de Gabriel Veron. E, depois de uma boa atuação, Gabriel Menino deu lugar a Atuesta.

Aos 44, o colombiano colocou na cabeça de Veron e o goleiro Vladimir precisou operar um milagre para segurar o empate.

Foi a quarta vez seguida que a equipe de Abel Ferreira saiu atrás no placar. O time melhorou muito no segundo tempo, mas a terceira virada não concretizou-se.

O Palmeiras que, mais cedo, já havia sido campeão da Copa do Brasil Sub-17, confirmando sua hegemonia também na base do futebol brasileiro, lidera o Brasileirão com três pontos de vantagem sobre o Corinthians. Aliás, lidera o Brasileirão Feminino também.

(Não posso deixar de mandar aquele abraço para o ilustríssimo aniversariante do dia, Gilberto Gil. Celebremos com muito amor os 80 anos de um dos maiores artistas que esta terra já produziu, este ingrediente fundamental da nossa alma artística, um conterrâneo com quem temos o privilégio de dividir uma vida e um país.)