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O dia que Kobe desafiou Jordan em quadra e como 'ousadia' moldou a relação

Michael Jordan e Kobe Bryant duelam em jogo no dia 1º de fevereiro de 1998, em Los Angeles - Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images
Michael Jordan e Kobe Bryant duelam em jogo no dia 1º de fevereiro de 1998, em Los Angeles Imagem: Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

04/05/2020 11h40

O quinto episódio da série documental "Arremesso Final", produção do Netflix em parceria com a ESPN americana, vai além das lembranças da trajetória de Michael Jordan, o grande ídolo da NBA nos anos 1990. Logo no início, deixa claro que outra lenda da liga de baquete será homenageada.

"Em memória de Kobe Bryant, com amor": são essas as palavras iniciais do capítulo que, então, se dedica a contar o início de uma duradoura relação entre as duas estrelas, cujas carreiras coincidiram por um curto período. Bryant morreu em um acidente de helicóptero na Califórnia em 26 de janeiro, ao lado da filha Gianna e mais sete pessoas.

O episódio, então, nos coloca dentro do Madison Square Garden, para recordar o Jogo das Estrelas de 1998, com o soberano Jordan de um lado, o time da Conferência Leste, e o jovem Bryant do outro, precocemente eleito para a seleção do Oeste.

Bryant x Jordan, no dia 1º de fevereiro de 1998, em Los Angeles - Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images
Bryant x Jordan, no dia 1º de fevereiro de 1998, em Los Angeles
Imagem: Andrew D. Bernstein/NBAE via Getty Images
Bryant ignorou qualquer sinal de alerta ou timidez e, durante a partida, fez questão de atacar Jordan em investidas em um contra um. Jordan, naturalmente, foi eleito o melhor jogador em quadra, com 23 pontos, 8 assistências e seis rebotes. Bryant somou 18 pontos e seis rebotes, tendo sido superado neste duelo. O Leste venceu com facilidade, por 135 a 114.

"Kobe desafiou Michael, mas Jordan saiu dizendo: 'Hoje não, garoto'", disse o ex-armador Isaiah Thomas, que foi comentarista da atração em 1998 -e, quando jogava, era um dos grandes antagonistas de Jordan.

O que não quer dizer que a estrela em ascensão dos Lakers não tenha causado admiração na majestade da NBA. Jordan se tornou uma espécie de mentor para Bryant —algo que já havia revelado no memorial em homenagem a Kobe e sua filha, realizado no dia 24 de fevereiro, em Los Angeles. Jordan foi um dos que discursou numa emotiva cerimônia. O ídolo dos Lakers o procurava constantemente para pedir conselhos e discutir jogadas, partidas, entre outros assuntos.

JORDAN SE EMOCIONA EM HOMENAGEM A KOBE

Jogo Aberto

"Todo mundo queria fazer comparações entre mim e ele. Mas só gostaria de falar de Kobe. Quando ele morreu, um pedaço de mim também morreu", disse Jordan, com o rosto coberto de lágrimas.

No documentário, Bryant fala sobre a enorme influência que Jordan sobre sua carreira - jogando e conversando.

"Sem Jordan não haveria Kobe. Não teria ganhado cinco anéis [de campeão da liga] sem ele. Ele foi como um irmão mais velho para mim", afirmou, em entrevista gravada já quando havia se aposentado das quadras..

"Cresci vendo Michael na TV, e aí tive a chance enfrentá-lo cara a cara. Consegui sentir e ver de perto como ele era: a força, a velocidade, a rapidez. Foi divertido."

Jordan e Bryant se enfrentaram em apenas oito ocasiões, contando o retorno do ídolo dos Bulls à liga nos anos 2000, já pelo Washington Wizards. Os Lakers de Bryant já eram, então, uma potência e venceram cinco dessas partidas.

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