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Pesquisas: com cenário indefinido, agregador do UOL indica estabilidade

Lula e Bolsonaro: distância no agregador de pesquisas é de 11 p.p. -  Marlene Bergamo - 26.abr.2019/Folhapress e Adriano Machado - 10.mai.2021 /Reuters
Lula e Bolsonaro: distância no agregador de pesquisas é de 11 p.p. Imagem: Marlene Bergamo - 26.abr.2019/Folhapress e Adriano Machado - 10.mai.2021 /Reuters

Do UOL, em São Paulo

28/05/2022 04h00

Durante o mês de maio, a distância entre Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas eleitorais se manteve estável, passando de 11 para 12 pontos percentuais. O cálculo é feito pelo agregador de pesquisas do UOL, ferramenta que consolida os principais levantamentos de institutos para a corrida presidencial de 2022.

O agregador, criado pelo estatístico Neale El-Dash, do site Polling Data, reúne pesquisas de opinião feitas por 20 empresas diferentes.

De acordo com o agregador, em 30 de abril, Lula apresentava 43% das intenções de votos, com uma margem de variação de sete pontos percentuais (entre 40% e 47%). Neste sábado (28), o petista também tem 43%.

Bolsonaro, no último dia de abril, apresentava 32%. Em um mês, ele oscilou um ponto para baixo, e hoje tem 31%.

Terceiro colocado nas pesquisas, Ciro Gomes (PDT) também oscilou um ponto para baixo: de 8%, passou para 7%.

Nesta semana, quatro pesquisas foram divulgadas: Real Time Big Data, PoderData, Datafolha e Ipespe. Entre elas, apenas Datafolha indicava vitória de Lula no primeiro turno caso as eleições fossem realizadas hoje.

Cada pesquisa apresenta uma metodologia diferente, o que não as torna comparáveis entre si; também não são comparáveis levantamentos feitos por um mesmo instituto quando os pré-candidatos não são os mesmos em relação às pesquisas anteriores.

No caso do Datafolha, por exemplo, o nome de João Doria (PSDB) já não constava na lista de possíveis candidatos — esta semana, o tucano anunciou ter desistido da pré-candidatura à Presidência.

Para Neale El-Dash, a tendência é que a polarização entre Lula e Bolsonaro aumente, já que o percentual de indecisos, brancos e nulos começa a dar sinais de redução.

"Os votos não válidos estão caindo e outros pré-candidatos estão deixando a corrida. Isso está polarizando, os dois estão subindo lentamente. É uma consequência das pessoas começando a decidir e tendo menos opções de voto", afirma.

O estatístico também observa que a partir de agosto, quando as candidaturas são registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), há um interesse maior da população nas eleições e começa a se definir um panorama mais claro da disputa. Além disso, as pesquisas tornam-se mais precisas pois há uma consolidação de quem está, de fato, concorrendo.