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Edson Fachin diz que aceitar o resultado da eleição é 'inegociável'

17.dez.2019 - O ministro Edson Fachin, durante sessão da Segunda Turma do STF - Nelson Jr./SCO/STF
17.dez.2019 - O ministro Edson Fachin, durante sessão da Segunda Turma do STF Imagem: Nelson Jr./SCO/STF

Do UOL, em São Paulo

27/05/2022 17h18Atualizada em 27/05/2022 17h25

O ministro e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Edson Fachin, disse hoje que aceitar o resultado da eleição é "inegociável". A fala do ministro foi discursada no evento "1º Encontro do ciclo de estudos mulheres e política", promovido pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de Pernambuco.

"O Brasil tem eleições limpas, seguras e auditáveis. O acatamento do resultado do exercício da soberania popular é expressão inegociável da democracia pelo respeito ao sufrágio universal e ao voto secreto", disse o ministro.

Para o ministro, a "defesa da democracia propõe serenidade, segurança e ordem para desarmar os espíritos. Prega o diálogo, a tolerância e a obediência à legalidade constitucional".

"E, por isso, enfrenta a desinformação com dados e com informação correta. A justiça eleitoral conclama para a paz", complementou.

O ministro não citou o nome do presidente Jair Bolsonaro (PL), que frequentemente ataca às urnas e o sistema eleitoral. Na última semana, o atual mandatário voltou a atacar o seu trio de ministros desafetos dentro do STF (Supremo Tribunal Federal): Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes.

"Temos, na verdade, três ministros que infernizam... Não é o presidente, o Brasil. Fachin, Barroso e Alexandre de Moraes", disse Jair Bolsonaro na ocasião.