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Tarcísio diz que confia nas urnas e que Bolsonaro passará a faixa se perder

Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL) - Alan Santos/PR
Ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL) Imagem: Alan Santos/PR

Do UOL, em São Paulo

27/05/2022 08h06Atualizada em 27/05/2022 08h48

O ex-ministro do governo Bolsonaro e pré-candidato ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) passará a faixa presidencial em eventual derrota na disputa pela Presidência da República. A declaração foi dada ao jornal O Globo.

Tarcísio é o candidato apoiado por Bolsonaro em São Paulo.

A entrevista de Tarcísio foi divulgada um dia após a pesquisa Datafolha apontar que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida eleitoral de 2022 e venceria o pleito em primeiro turno. O petista aparece com 48% das intenções de voto.

Questionado se Bolsonaro aceitará uma eventual derrota, Tarcísio confirmou. "Passa [a faixa]. O presidente é um democrata e é um produto da democracia, ele se elegeu por meio da democracia".

Tarcísio diz que confia nas urnas eletrônicas, mas acrescentou que o sistema pode ser aprimorado. As urnas são questionadas pelo presidente Bolsonaro e aliados, que defendem o voto impresso.

O discurso de que as urnas podem apresentar falhas é repetido por bolsonaristas.

Não existe sistema inviolável e nada que não possa ser aperfeiçoado. É um gesto de humildade ouvir e analisar propostas que sejam eventualmente feitas. Falta um gesto para que todos tenham essa mesma confiança que a Justiça têm [na urna].
Pré-candidato ao governo de São Paulo e ex-ministro do governo Bolsonaro, Tarcísio de Freitas

Há duas semanas, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concluiu uma nova rodada de testes de segurança nas urnas eletrônicas sem identificar fragilidades. Apesar de repetidos questionamentos do presidente Bolsonaro sobre a segurança das urnas, nunca houve registro de fraude eleitoral desde a adoção do voto eletrônico no Brasil.

O pré-candidato também culpou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pela desconfiança no sistema eleitoral. "Se há uma desconfiança que é de uma parcela da sociedade, e isso vem sendo reverberado de alguma forma, cabe ao TSE mostrar que o sistema é seguro", afirmou em entrevista ao Globo. "Ela não conseguiu comunicar isso de uma forma adequada para uma parcela da sociedade".

Entenda a pesquisa Datafolha

Com 48%, Lula possui mais intenções de voto do que os demais pré-candidatos somados (40%) e, por isso, vence em primeiro turno. Levando em conta apenas os votos válidos (exclui-se votos nulos, brancos e não sabem), o petista chega a 54%, enquanto Bolsonaro alcança 30%.

Com todos os votos considerados — inclusive brancos, nulos e não sabem — o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 27% e Ciro Gomes aparece com 7%. Os demais atingem no máximo 2%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, eles não alcançam os primeiros colocados.

A pesquisa Datafolha, contratada pela empresa Folha Da Manhã S.A., ouviu 2.556 pessoas, com 16 anos ou mais, entre os dias 25 e 26 de maio. As entrevistas foram feitas por abordagem pessoal, em pontos de fluxo populacional, em 181 cidades brasileiras de 25 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de até 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-05166/2022.