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Lula deve buscar apoio de Doria e do PSDB, defende secretário do PT

O ex-governador Joao Doria durante anúncio de sua desistência a pré-candidatura a presidente - Eduardo Knapp/Folhapress
O ex-governador Joao Doria durante anúncio de sua desistência a pré-candidatura a presidente Imagem: Eduardo Knapp/Folhapress

Caio Mello e Weudson Ribeiro

Do UOL, em São Paulo, e colaboração para o UOL, em Brasília

23/05/2022 17h16

O secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, defendeu hoje que o partido busque o apoio do PSDB e do ex-governador de São Paulo João Doria numa aliança em torno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Diante da desistência, temos que procurar o Doria e o PSDB, dentro dessa jornada em prol da democracia para derrotar Bolsonaro. Avalio que deveremos fazer isso dentro de alguns dias", disse Tatto ao portal Metrópoles. Ao UOL, o dirigente petista confirmou a declaração.

Auxiliares do Lula, no entanto, afirmaram ao UOL que essa possibilidade não foi deliberada internamente e que uma possível aproximação com os tucanos deve ser barrada pela ala mais radical do PT —a mesma que resistiu ao nome de Geraldo Alckmin (PSB) como vice na chapa presidencial deste ano.

Tatto projeta que, como Doria, Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) também desistam da corrida ao Palácio do Planalto.

O pedetista rechaça a possibilidade: ele chegou bater boca com o humorista Gregório Duvivier depois de o cofundador do canal Porta dos Fundos sugerir que seus eleitores devessem votar em Lula no primeiro turno para derrotar Bolsonaro.