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Candidato do Novo à Presidência ironiza 3ª via: 'Dia 18 é o velório'

22.mai.2018 - O cientista político Luiz Felipe d"Avila, pré-candidato do Novo a presidente da República - 22.mai.2018 - Jorge Araujo/Folhapress
22.mai.2018 - O cientista político Luiz Felipe d'Avila, pré-candidato do Novo a presidente da República Imagem: 22.mai.2018 - Jorge Araujo/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

12/05/2022 09h20Atualizada em 12/05/2022 09h30

O pré-candidato do Novo à Presidência, Felipe d'Ávila, afirmou que a articulação de partidos da chamada terceira via "acabou". No podcast EM Entrevista, ele afirmou que o velório do aglomerado partidário será em 18 de maio —data prevista para o anúncio do candidato único.

O grupo formado por MDB, PSDB e Cidadania tenta lançar um nome na disputa pelo Palácio do Planalto. É uma tentativa de fortalecer um candidato para rivalizar com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consolidados nas pesquisas de intenção de voto.

Acabou a terceira via. Dia 18 é o velório. A terceira via não vai acontecer por uma razão muito simples: essa negociação, antes era baseada na discussão de projetos de país. Depois, a conversa da terceira via foi sequestrada pelo caciquismo político, que não quer discutir projeto de país.
Pré-candidato do Novo, Felipe D'Ávila, em entrevista ao Estado de Minas

Ele acrescentou que os partidos querem discutir quantos deputados vão eleger e alianças regionais.

"A terceira via vai morrer porque o objetivo dela é eleger o maior número de deputados federais, o fisiologismo político, para garantir mais recursos públicos às próprias campanhas", afirmou D'Ávila. "Não se discute país e, por isso, o Novo está fora do debate".

O União Brasil participava do grupo da terceira via, mas depois optou por lançar Luciano Bivar como pré-candidato à Presidência. Assim, restam como opções oficiais para o aglomerado partidário o ex-governador de São Paulo João Doria, atual presidenciável do PSDB, e a senadora Simone Tebet (MDB).

O pré-candidato Felipe D'Ávila chegou a dialogar com nomes como Luiz Henrique Mandetta, Sergio Moro e Simone Tebet para formular um conjunto de propostas.

"Sempre disse, em todas as minhas conversas pessoais, com Moro, Tebet e Mandetta, lá atrás, que tem de ser uma conversa em torno de agenda de país. A terceira via tinha de se chamar a única via para gerar renda, emprego e crescimento econômico para o Brasil", afirmou Felipe D'Ávila.

A cinco meses das eleições, Tebet e Doria registram desempenho fraco nas pesquisas de intenção de voto, com a emedebista pontuando na casa de 1% e o tucano ficando com preferência na ordem de 3%, segundo os levantamentos mais recentes.

D'Ávila apareceu com cerca de 1% na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana. Durante a entrevista ao podcast EM, ele comemorou a eleição com um menor número de candidatos.

"Na última eleição, houve 13 candidatos. Vamos ter, neste ano, quatro ou cinco. Isso é bom para a eleição e para o eleitor discutir, entender melhor as propostas e, inclusive, poder optar fora da bolha Lula-Bolsonaro."