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De maneira alguma o Novo é bolsonarista, diz pré-candidato ao governo de SP

Colaboração para o UOL, em São Paulo

04/05/2022 17h04

Vinícius Poit (Novo), pré-candidato ao governo de São Paulo, pontuou que "de maneira alguma" o partido ao qual ele está filiado pode ser considerado como ligado ao presidente Jair Bolsonaro (PL), defendendo que a legenda é "independente".

"Bolsonaro, no primeiro ano do mandato: [propôs o marco do] saneamento básico, [reforma] da Previdência, [regulação das] startups? Apoiamos não porque era o presidente, mas por causa das pautas", disse Poit em sabatina realizada pelo UOL em parceria com a Folha de S.Paulo.

"Agora, depois o presidente mandou uma reforma administrativa capenga, de correio — porque chegou atrasada e faltando peça. Tirou os militares dela, o Ministério Público, o Judiciário, não afetou os políticos. Aí, já não dá", acrescentou.

Ele ainda minimizou as disputas internas no Novo, elogiando o único governador eleito pela legenda, Romeu Zema, em Minas Gerais, que concorre à reeleição.

"O estado de Minas está gerando mais emprego no Brasil nos últimos meses. Isso é ser liberal. É gerar emprego, renda. É dinheiro no bolso do povo", afirmou.

Sobre o Novo, disse que "dos partidos que têm brigas, o nosso é o menor". "A gente vai aprendendo. Nosso partido pode ter conflitos, mas aprende com eles e melhora. Viremos muito forte para as eleições de 2022, com a maior chapa e com o maior número de mulheres."

A sabatina foi conduzida pelo apresentador Diego Sarza, ao lado do colunista do UOL Leonardo Sakamoto e da repórter da Folha Carolina Linhares.

Próximas sabatinas em SP

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 05/05 - 10h
  • Gabriel Colombo (PCB) - 05/05 - 16h
  • Altino de Melo (PSTU) - 06/05 - 10h
  • Fernando Haddad (PT) - 06/05 - 16h

O que diz a pesquisa Datafolha

O ex-prefeito da capital paulista Fernando Haddad (PT) lidera a intenção de votos, com 29%. Em segundo lugar, está o ex-governador Márcio França (PSB), com 20%.

O ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o atual governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), têm um empate técnico, com 10% e 6%, respectivamente.

Vinicius Poit e Felicio Ramuth (PSD) têm 2% cada um. Abraham Weintraub (PMB) e Altino Junior (PSTU) marcam 1%. Todos estão empatados dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O instituto ouviu presencialmente 1.806 eleitores de 62 cidades paulistas entre 5 e 6 de abril. O levantamento tem índice de confiança de 95% e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número SP-03189/2022.