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Novo Tracker já é vendido pela GM e chega para rivalizar com o VW T-Cross

Novo Tracker já pode ser configurado no site da Chevrolet e vendas começaram há alguns dias, antes do lançamento oficial, que será amanhã; na foto, a versão Premier - Divulgação
Novo Tracker já pode ser configurado no site da Chevrolet e vendas começaram há alguns dias, antes do lançamento oficial, que será amanhã; na foto, a versão Premier
Imagem: Divulgação

Alessandro Reis

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/03/2020 15h26

O novo Tracker 2021 será lançado oficialmente amanhã, porém o modelo já é vendido há alguns dias e pode ser configurado no site comercial da Chevrolet. Após a General Motors revelar os preços, e parte das especificações técnicas e lista de equipamentos já estarem disponíveis ao público, fica claro que o utilitário esportivo compacto terá entre seus principais rivais o Volkswagen T-Cross, levando em consideração porte, tecnologias embarcadas, desempenho e segurança.

Sobretudo considerando os preços agressivos de lançamento, o representante da VW terá de tirar cartas da manga para disputar clientes com o Tracker em condições competitivas - embora o VW tenha motores mais potentes e ofereça maior distância entre-eixos, considerando as medidas do Tracker chinês.

Preços

Sem contar a configuração PCD, à venda por cerca de R$ 58 mil com todas as isenções, o Tracker estreia nas concessionárias com preços sugeridos de R$ 82 mil a R$ 112 mil, distribuídos em cinco versões. A julgar pelo configurador, não tem opcionais.

É mais barato do que o Tracker antigo, importado do México, que partia de R$ 94.990 e agora tem descontos para acabar com os estoques. A nova geração do utilitário esportivo da GM é fabricada em São Caetano do Sul (SP).

Já o T-Cross é ofertado em quatro diferentes versões, começando em R$ 85.990 e chegando a R$ 114.990. Com todos os opcionais instalados, o representante da Volks chega a custar R$ 128.455 e, ainda assim, não traz itens oferecidos de série no rival da Chevrolet, embora ofereça alguns equipamentos que o concorrente não tem, como detalhamos abaixo.

Tamanho

Quanto ao tamanho, o novo Tracker é maior do que o T-Cross em quase todas as dimensões, exceto uma que é decisiva quanto ao espaço interno: a distância entre-eixos - que é de 2,57 m no Chevrolet e de 2,65 m no VW.

Quanto às demais, o Tracker tem 4,27 m de comprimento (+ 8 cm), 1,79 m de largura (+ 3 cm), 1,62 m de altura (+ 5 cm) e 393 litros de porta-malas (+ 20 litros). Vale ressaltar que o utilitário da Volkswagen tem um sistema que altera a posição do banco traseiro e amplia a capacidade para 420 litros de bagagens.

Ainda não dirigimos a novidade da Chevrolet e não temos como avaliar agora qual dos dois é mais espaçoso no dia a dia.

Desempenho

Os "haters" de plantão poderão criticar o novo Tracker pela perda de potência: afinal de contas, o lançamento deixou de vir equipado com o motor 1.4 turbo flex que equipa o Cruze e rende 150/153 cv a 5.200 rpm e torque de 24/24,5 kgfm 2.000 giros, sempre acompanhado da transmissão automática de seis marchas.

Considerando apenas a frieza dos números, o Tracker 2020 ficou um degrau abaixo do modelo 2019 quanto à performance.

Nas configurações de entrada Turbo 1.0 com transmissão manual de seis marchas e LT 1.0, automática, também de seis velocidades, o SUV da Chevrolet traz o mesmo propulsor turbo flex do novo Onix, com 1 litro de cilindrada, três cilindros, injeção indireta e que entrega 116 cv a 5.500 rpm e 16,3/16,8 kgfm a 2.000 rotações.

Por sua vez, as configurações 200 TSI e Comfortline 200 TSI do T-Cross vêm com o motor 1.0 turbo, igualmente bicombustível, porém dotado de injeção direta, com 116/128 cv a 5.500 giros e 20,4 kgfm a partir de 2.000 rotações.

Já as versões mais caras do Tracker vêm com o inédito propulsor 1.2 turbo flex, também com injeção indireta de combustível e construído com três cilindros, que rende até 132/133 cv e 21,4/19,4 kgfm a 2.000 rpm.

Como ainda não tivemos a oportunidade de acelerar o Tracker 2021, não é possível fazer uma avaliação da performance no uso prático.

Segurança

Quanto à segurança, o novo Chevrolet Tracker e o T-Cross vêm equipados, desde a configuração mais barata, com seis airbags, controles de tração e estabilidade e tração, cintos de segurança de três pontos e encosto de cabeça em todos os assentos - sendo que os cintos dianteiros contam com pré-tensionador. A dupla também conta com Isofix.

O representante da Volkswagen traz, em todas as configurações, bloqueio eletrônico de diferencial, que freia a roda interna individualmente para manter o veículo na trajetória. O Chevrolet também conta com esse recurso.

Na versão mais completa, o Chevrolet vira o jogo: vem com alerta de colisão frontal e frenagem automática de emergência, itens inéditos no segmento, enquanto o T-Cross mais equipado conta com frenagem automática pós-colisão, que freia o veículo após uma batida para minimizar os danos e o risco de lesões aos ocupantes.

Equipamentos

Ambos igualmente saem de fábrica nas versões mais simples com rodas de liga leve de 16 polegadas, volante com regulagem de altura e profundidade, banco do motorista ajustável em altura e console central com descansa-braço.

Porém, com câmbio manual, só o Tracker 1.0 tem duas saídas USB para o banco traseiro - disponíveis no T-Cross apenas a partir da versão 200 TSI automática, que agrega, nessa configuração, saídas do ar-condicionado para quem viaja atrás. Nenhuma versão do SUV da Chevrolet oferece esse item.

Porém, no que se refere à conectividade, o utilitário da GM ganha de lavada, independentemente da versão. Desde a opção de entrada, traz a mesma central multimídia MyLink com tela tátil de oito polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay e, principalmente, com Wi-Fi integrado, mais internet 4G dedicada - disponível mediante pagamento de mensalidade.

Nas versões mais caras, o T-Cross também traz central multimídia de oito polegadas com Android Auto e CarPlay, mas não oferece a conexão à internet nem a função de roteador Wi-Fi. Na 200 TSI manual, vem apenas com rádio dotado de Bluetooth, mais entradas USB e SD.

Nas configurações intermediária e de topo, o SUV da General Motors traz, ainda carregamento de celular por indução, sem fio, outra exclusividade.

O Tracker Premier, o mais completo, oferece de série teto solar panorâmico e sistema de estacionamento semiautomático, itens que o modelo da Volks também disponibiliza, porém apenas de forma opcional. No VW, o teto sai por R$ 4.850 extras, enquanto a assistência eletrônica ao estacionamento faz parte de um pacote de R$ 6,1 mil, que inclui som premium da Beats e faróis full-LED com luz alta automática.

O Chevrolet tem faróis com projetor de LED de série, porém sem o facho alto automático e por ora não traz opção de som "premium".