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Renault descarta Kwid com visual de K-ZE; Alaskan e Arkana são incertezas

K-ZE teve design feito no Brasil, mas não deve vir para cá - Benoit Tessier/Reuters
K-ZE teve design feito no Brasil, mas não deve vir para cá
Imagem: Benoit Tessier/Reuters

Vitor Matsubara

Do UOL, em Campinas (SP)

24/07/2019 15h49

Resumo da notícia

  • Versão elétrica do Kwid foi projetada no Brasil, mas lançamento foi descartado pela marca
  • Picape Alaskan teve estreia vetada por enquanto; SUV Arkana é incógnita
  • Marca é a 4ª maior em vendas neste ano

A Renault vive um bom momento no Brasil. A fabricante ganhou participação de mercado, é a quarta maior do país em 2019, e espera turbinar os resultados com a chegada dos novos Sandero, Logan e Stepway.

Porém, a empresa está de olho em outros segmentos, como o de SUVs médios. É o que afirmou o presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo, em entrevista a UOL Carros.

"A gente está acompanhando o crescimento do segmento C, em especial o subsegmento de SUVs. Analisamos oportunidades no segmento de 'C SUV', no qual se destaca o Jeep Compass. Mas hoje não temos nenhuma decisão tomada", declarou Gondo.

O executivo também confirmou o lançamento do novo Duster no mercado brasileiro, mas não falou em datas. "Todo produto tem um ciclo de vida e o Duster está vivendo isso. Teremos novidades", limitou-se a dizer.

Por ora, sabe-se apenas que o K-ZE (versão elétrica do Kwid lançada no Salão de Xangai que foi desenhada no Brasil), não deve inspirar uma futura renovação do subcompacto.

"O Kwid foi lançado há muito pouco tempo no Brasil e quando tivermos uma nova fase deste produto ele não será igual ao modelo atual, que já estará desatualizado até lá. Cada mercado tem suas particularidades e trazer o K-ZE do jeito que ele é hoje não funcionaria.no nosso país".

Marca do povo

Gondo explicou porque a Renault não está investindo em produtos mais sofisticados neste momento.

"A Renault é uma marca generalista no mundo inteiro. No Brasil a gente sabe que o mercado se concentra no segmento B, e os segmentos C e D são menos expressivos. A dificuldade para produzir no Brasil é ter volume para o projeto rentabilizar. Então teríamos que importar alguns modelos, mas a instabilidade da moeda interfere nessas decisões".

É com base nesta decisão que o presidente da marca descartou as chegadas de Alaskan e Arkana no país - pelo menos neste momento. "É preciso ter volume para produzir carros aqui", concluiu.

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