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Fórmula 1 sempre antecipou tecnologias do seu carro; veja exemplos

Na fábrica da equipe Formula 1 Renault, tecnologias que também são usadas nos carros da marca francesa - Luca Mazzocco/Divulgação
Na fábrica da equipe Formula 1 Renault, tecnologias que também são usadas nos carros da marca francesa
Imagem: Luca Mazzocco/Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

16/03/2019 18h35

Muitas das tecnologias presentes nos automóveis têm origem nas pistas de corrida, isso é um fato da indústria automotiva. Ainda que em menor escala atualmente, a Fórmula 1, a categoria mais importante no universo das competições, segue como um dos importantes laboratórios de desenvolvimento.

Entre as novidades mais recentes está a confecção de peças em impressoras 3D. Além da precisão extrema na produção, esse recurso é fonte de economia e segurança na fabricação dos carros de passeio -- o que já é realidade nos bólidos de Fórmula 1.

Há ainda outros recursos já mais popularizados que foram criados da mesma forma. Com a tecnologia se tornando mais acessível ao longo dos anos, há equipamentos até em carros populares que nasceram nas pistas: aerofólios e spoilers, volantes multifuncionais, aletas/borboletas para as trocas de marcha. Nos carros mais caros, já temos sistema de recuperação de energia (baseado no Kers). Mas existem outras características do seu carro proveniente da competição. UOL Carros lista algumas delas.

Das pistas à garagem

  • Rossen Gargolov/Porsche

    Freios melhores

    Discos de freios, muito mais eficientes do que o sistema por tambor, são herança da Fórmula 1. Atualmente, os discos são feitos de fibra de carbono para as corridas -- material que ainda é muito caro para carros populares, mas se espalham pelo portfólio de esportivos de luxo, em compostos de carbono-cerâmica. Por ora, o aço deve ser manter como o material usado. Além disso, sistemas como o ABS, que evita o travamento das rodas, e o controle de tração também vieram das pistas. Leia mais

  • Divulgação

    Construção leve

    A fibra de carbono entra, junto a materiais de altíssima resistência, mas de baixo peso, na fabricação das carrocerias. Por ser leve e altamente resistente, deixa o desempenho do carro mais poderoso sem diminuir a segurança. Hoje o material já pode ser encontrado no chassi e na carroceria de veículos de passeio, mas ainda restrito aos modelos de luxo.

  • Divulgação

    Motorização eficiente

    Os motores usados na Fórmula 1 são muito exigidos e precisam trabalhar em altas temperaturas. Para não terem problemas no funcionamento, precisam usar materiais de alta resistência, como alumínio e titânio. Apesar de o titânio ter um uso mais restrito no carros comuns, o alumínio já é bastante utilizado. Outro recurso originário das pistas é o desenvolvimento dos turbocompressores, que aumentam a eficiência na queima de combustível e vêm se popularizando nos últimos anos. Por fim, se é possível dar a partida no motor do seu carro apenas apertando um botão em vez de girar a chave na ignição, agradeça à F1. Leia mais

  • Murilo Góes/UOL

    Trocas rápidas de marcha

    As transmissões de dupla embreagem foram criadas para que os pilotos pudessem trocar as marchas sem a morosidade de um câmbio automático comum, mas evitando um terceiro pedal para fazer as trocas manuais. É o mesmo recurso utilizado nos carros de passeio: como diz o nome, há duas embreagens que funcionam de forma independente, sendo uma responsável pelas marchas ímpares e outra pelas pares. Com isso, as trocas de marcha podem ser feitas em milissegundos, tornando-as mais eficientes e eliminando os trancos. Trocas manuais também são feitas por meio das aletas/borboletas no volante graças à Fórmula 1.

  • Divulgação

    Pneus resistentes

    Muitos motoristas só prestam atenção nos pneus quando furam. Mas sabendo da importância que eles têm no desempenho do carro, os engenheiros da F1 fazem diversos estudos e testes com os componentes. Se os pneus que você usa têm ranhuras e sulcos, é por causa desses testes. As ranhuras servem para resfriar a borracha que sofre atrito com o asfalto. Já os sulcos são responsáveis por drenar a água em pistas molhadas, aumentando a aderência e evitando deslizamentos. Leia mais

  • Espelho retrovisor

    É isso mesmo: o alvo preferido de motoqueiros inconsequentes surgiu nas competições -- mas, nesse caso, o primeiro piloto a utilizar o retrovisor era da Fórmula Indy, em 1911. Pode não ser o item mais tecnológico desenvolvido nas pistas, mas certamente é o mais comum, presente em todos os carros de passeio atuais. Os pilotos usavam os espelhos para identificar os rivais se aproximando durante as provas e, assim, utilizar as melhores técnicas de bloqueio para não serem ultrapassados. Desde então, os espelhos retrovisores se tornaram uma ferramenta de segurança inestimável para milhões de motoristas. Leia mais

  • Divulgação

    Suspensão ativa

    A suspensão ativa ("e inteligente", como muita gente ouviu dizer nos anos 1990, ou ajustável como temos atualmente no mundo automotivo) levanta e abaixa automaticamente o chassi em cada roda para garantir uma melhor dirigibilidade e conforto para os ocupantes do veículo. Inicialmente, o equipamento apenas ajustava a rigidez das molas, mas com a F1, ele foi aprimorado. Sensores e radares no veículo identificam as condições da via e ajustam a altura do chassi conforme o necessário. Ainda é um recurso caro por sua complexidade e restrito a poucos modelos, mas é um dos elementos de venda, por exemplo, dos Mercedes-Benz Classe C e Classe E. Leia mais

  • E o futuro?

    Carros das pistas e da sua garagem serão mais inteligentes, seguros e até velozes. A busca por inovação não para e trará surpresas na Fórmula 1 e nas ruas. Leia mais