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Fiat Pulse: o que primeiro SUV da marca italiana tem de melhor e pior

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Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colunista do UOL

06/12/2021 04h00

O novo Fiat Pulse acaba de chegar às concessionárias e já desponta como um dos principais lançamentos de 2021. Afinal, este é o primeiro SUV da marca campeã de vendas no mercado brasileiro. E os utilitários-esportivos compactos formam o mais importante segmento de carros no País.

O Fiat Pulse se destaca pela diversidade de versões e preços um pouco melhores que os da concorrência. Além disso, traz um bom pacote de tecnologia e o motor 1.0 turbo mais potente do Brasil. Mas, como todo carro, também tem seus pontos negativos.

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Aqui, listo as melhores coisas que o Fiat Pulse tem. E também as piores.

Destaques

O Pulse se destaca por dois fatores que podem fazer a diferença no fora de estrada. Claro que ele é um carro primordialmente urbano mas, se seu dono quiser levá-lo a uma trilha leve, pode contar com bons 22,5 cm de vão livre do solo. É um ótimo número para essa categoria de carros.

Além disso, traz o TC+, sistema de tração com função que divide o torque entre as rodas dianteiras conforme demanda. Isso melhora o desempenho do carro em pisos de terra, mas também pode fazer bem para o SUV em curvas.

E por falar em desempenho, o carro tem 130 cv entregues por seu 1.0 turbo de 130 cv. Leve, com pouco mais de 1.100 kg, é muito rápido para acelerar. Além disso, traz modo Sport que muda não só as respostas do conjunto motor-câmbio, mas também da direção, que pode ficar mais pesada ou leve, conforme condição de uso.

Isso ajuda o SUV a ter boa aptidão na hora de fazer curvas, com firmeza de carroceria e boas respostas de direção. O Pulse é bem estável e gostoso de dirigir. Isso sem abrir mão do conforto em pisos imperfeitos.

No capítulo tecnologia, há faróis full-LEDs antiofuscamento, recurso bem raro na categoria de SUVs compactos. Esse e outros destaques tecnológicos estão concentrados na versão mais cara, Impetus - por cerca de R$ 116 mil.

Há ainda frenagem autônoma de emergência e leitor de faixas com função de correção. Quanto à conectividade, a central multimídia é igual à do Compass, com uma das melhores imagens de câmera traseira disponíveis no mercado brasileiro.

Há ainda Wi-Fi a bordo, mapa com informações sobre o trânsito, painel virtual personalizável, entradas USB dos tipos A e C e carregador de smartphones por indução (sem fio). Dá para conectar o carro ao aparelho de telefone por meio de um app. Além disso, o Pulse tem até uma loja online.

Os preços se destacam mesmo são os das versões com o motor 1.3 aspirado do Argo. São cerca de R$ 80 mil para o Pulse manual e de R$ 90 mil para o CVT. Esses valores têm tudo para atrair os clientes de hatches compactos que sonhavam com um SUV, mas ainda não podiam ter.

Pontos negativos

Fiat Pulse 1.3 Drive CVT - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

O acabamento do Pulse é até bem feito, mas o botão de partida traz um defeito já observado em diversas unidades: peças mal encaixadas e rebarbas. Além disso, o novo SUV comete um pecado: não tem saídas de ar-condicionado atrás em nenhuma versão.

Outro ponto negativo é o ajuste do volante: só está disponível o longitudinal para a versão topo de linha. E estamos falando de um carro que tem nada menos do que cinco configurações disponíveis (duas com motor 1.3 e três com o 1.0 turbo).

O espaço interno é um ponto fraco do carro, e fica abaixo do oferecido pela maior parte dos SUVs compactos - a distância entre os eixos é de 2,53 m. Mas pior mesmo é o porta-malas. A Fiat divulga que tem 370 litros, uma capacidade que não condiz com a realidade.

É que o grupo automotivo do qual a marca italiana faz parte passou a divulgar os números usando medição com água, não com cubos, como é praxe no mercado. Na prática, o Pulse tem porta-malas de hatch compacto, semelhante ao do Argo. Na categoria, entre os carros mais vendidos, é equivalente apenas ao do Renegade - o dos demais o superam.

No quesito tecnologia, o acionamento do ar-condicionado por botões é pouco intuitivo. É preciso usar a mesma tecla para comandar velocidade e temperatura, o que gera uma certa confusão. E falta controlador de velocidade adaptativo (ACC). Não são tantos os modelos que oferecem esse sistema na categoria, mas ele está no principal rival do Pulse, o Volkswagen Nivus.

O carro anda bem demais, mas o preço pode ser um pouco alto. Para um motor 1.0 turbo moderno, com injeção direta de combustível, eu esperava um consumo melhor que a realidade. Na cidade, rodando bem tranquilamente, sem forçar muito, consegui 6 km/l (com etanol).

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL