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Audi Q3: o que tem de melhor e de pior na nova versão do SUV da marca alemã

Rafaela Borges

Rafaela Borges é jornalista automotiva desde 2003, com passagens por Carsale e Estadão. Escreve sobre o mercado de veículos, supercarros, viagens sobre rodas e tecnologia.

Colaboração para o UOL

16/02/2020 04h00

O novo Audi Q3 acaba de chegar às concessionárias com preços entre R$ 180 mil e R$ 210 mil, em três versões. Importado da Hungria - há perspectiva de que em breve seja feito em São José dos Pinhais (PR), como o antecessor -, cresceu e ganhou tecnologia, mas não teve alterações no conjunto motor-câmbio. Aqui, listo o que o modelo tem de melhor. E também de pior.

O primeiro ponto a chamar a atenção do novo Audi Q3 é o porta-malas. O compartimento é o mais versátil da categoria de SUVs compactos premium - que conta também com BMW X1, Mercedes-Benz GLA, Volvo XC40 e Jaguar E-Pace.

O banco traseiro corre sobre trilhos e tem encosto ajustável em cinco posições. Com isso, dá para ampliar a capacidade do porta-malas dos 530 litros declarados pela Audi para quase 700 litros.

A tampa sobre o estepe pode ser ajustada em duas posições, ficando mais baixa, se toda a capacidade do compartimento for usada, ou mais alta. Nesse caso, leva-se menos bagagem, mas forma-se um assoalho plano.

Além disso, desde a versão intermediária, Prestige Plus, há o sistema de abertura automática da tampa. Sua posição final pode ser ajustada de acordo com a altura de seu dono, facilitando o uso para pessoas de alturas variadas.

Mas nem tudo é um mar de rosas no porta-malas. O compartimento dá a impressão de entregar bem menos que a capacidade declarada pela Audi. Com uma mala pequena (10 kg) e três mochilas cheias, já ficou quase cheio.

Para comparação, a BMW declara 425 litros para o porta-malas do X1, que pode levar duas malas médias (23 kg cada) e duas pequenas. E ainda sobra espaço.

As principais falhas do novo Q3

O que mais me incomodou na nova geração do Q3 foi o fato de ele trazer apenas uma entrada USB, no console. As outras três (uma ao lado da principal, e duas atrás) são mini-USB. Essa solução é pouco prática, pois exige adaptações.

O carro também peca no quesito agilidade. O 0 a 100 km/h leva mais de 9 segundos, de acordo com a própria Audi. É que apesar de o 1.4 turbo de 150 cv ser eficiente, e a marca ter conseguido reduzir seu turbo lag, dá ao SUV relação peso-potência alta demais. São mais de 10 kg/cv.

Além disso, o painel 100% virtual, que a Audi chama de "Virtual Cockpit", só vem a partir da versão intermediária, Prestige Plus, a R$ 190 mil. A Prestige, de entrada, já tem preço para receber essa tecnologia, que está disponível até no Polo Highline - por quase R$ 100 mil a menos.

O que o Q3 tem de melhor

Por outro lado, o "Virtual Cockpit" é bem superior aos painéis virtuais da concorrência. No caso, dos rivais que têm essa tecnologia - Volvo XC40 e Jaguar E-Pace.

O do novo Audi Q3 é mais configurável e fácil de usar. Sua central multimídia é tão intuitiva e completa quanto a do modelo que, no segmento, era até agora referência nesse segmento até agora, o XC40.

Além de flexibilidade e tecnologia, o novo Q3 caprichou no acabamento interno, que evoluiu muito. O ponto negativo é a parte de cima do revestimento das portas, que poderia ser um pouco mais emborrachado.

Fora isso, os revestimentos são muito bem feitos, com ótimas texturas e materiais como alumínio e couro. Na versão de topo, Black, os bancos trazem partes de Alcântara. Esse material também pode ser aplicado em outras partes do carro - com um pacote opcional que custa R$ 4 mil.

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Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi informado, o nome do SUV da Audi é Q3, e não A3. A informação foi corrigida.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.