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Paula Gama

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Hyundai Creta: por que SUV compacto virou rival que incomoda até o Compass

Mesmo com visual polêmico, Hyundai Creta é um dos SUVs mais vendidos no país - Simon Plestenjak/UOL
Mesmo com visual polêmico, Hyundai Creta é um dos SUVs mais vendidos no país Imagem: Simon Plestenjak/UOL
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Paula Gama

Jornalista especializada no mercado automotivo desde 2014, Paula Gama tem 28 anos e avalia diversos modelos no Brasil e no exterior. Nesta coluna, você terá opiniões sinceras sobre os lançamentos, cultura automotiva, tendências e análises de comportamento do consumidor.

Colunista do UOL

25/02/2022 04h00

O Hyundai Creta chegou ao mercado brasileiro em 2016, junto com uma ofensiva de SUVs compactos. Ele unia preço competitivo com bom espaço interno e porta-malas avantajado. A receita deu certo e o utilitário conquistou seu espaço no segmento disputado.

No ano passado passou por sua primeira mudança de geração, que corrigiu alguns de seus pontos fracos com a chegada de tecnologias semiautônomas e de um motor 1.0 turbo. Também ficou mais espaçoso, o que fez dele uma opção para os clientes de categorias superiores.

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Entre Jeep Renegade e Compass, os únicos SUVs à sua frente no ranking de mais vendidos, ao pé da letra, deveria concorrer com o irmão menor, mas conseguiu predicados o suficiente para brigar, também, na categoria acima.

O Creta ganhou uma nova identidade visual que lembra modelos maiores da marca coreana, como o Santa Fe. O interior também foi revisto e está mais sofisticado e tecnológico. Entre os destaques da versão que testei, a topo de linha Ultimate por R$ 169.890, estão o teto solar panorâmico, a central multimídia com tela 10,25 polegadas, frenagem autônoma de emergência e uma câmera que monitora o ponto cego.

Hyundai Creta tem um bom espaço interno para a catergoria de SUVs compactos  - Simon Plestenjak/UOL - Simon Plestenjak/UOL
Hyundai Creta tem um bom espaço interno para a catergoria de SUVs compactos
Imagem: Simon Plestenjak/UOL

Foi introduzido também um seletor de modo de condução que altera a resposta do acelerador, troca de marchas e resposta da direção. Ele traz as opções Normal, Eco, Smart e Sport.

Aposta alta

Apesar de ser um SUV compacto, suas dimensões são mais parecidas com as do Compass do que com as do Renegade. São 2,61 metros de distância entre-eixos, o que impacta diretamente no espaço interno, contra 2,61 m do Compass e 2,57 m do Renegade. O porta-malas é maior do que os dos Jeep. São 422 litros ante 410 l e 320 l, respectivamente, da dupla de irmãos.

No quesito tecnologia, ele também se destaca. Agora o Creta pode ser controlado por um aplicativo que permite ligar o motor, acessar informações do painel, abrir os vidros, entre outros comandos, função que o Renegade perdeu na última atualização. A maior parte dos SUVs compactos também não tem essa facilidade, com exceção do Chevrolet Tracker. Também há outros detalhes exclusivos, como sistema de refrigeração para os bancos.

Na central multimídia, pequenos mimos de segmentos superiores, como tecla de atalho configurável e playlist nativa de sons da natureza, para evitar o estresse no trânsito.

Ao volante

Comparada com a versão anterior, o Creta evolui na dirigibilidade, principalmente em velocidades mais altas. Os sistemas de auxílio à condução como sinalização de frenagem de emergência são chamativos na medida certa, não chegam a "assustar" o motorista, mas também não passam despercebidos. Outro recurso interessante é a projeção de imagens de uma câmera sobre os retrovisores no painel para ajudar em casos de ponto cego.

O motor, no entanto, é mais fraco do que o dos Jeep. Enquanto Compass e Renegade guardam sob o capô um 1.3 turbo de até 185 cv e 27,5 kgfm de torque, o Creta que testamos é movido por um 2.0 de até 166 cv e 20,5 kgfm de torque. O preço inicial de cada um deles é de R$ 120.990,00 (Creta), R$ 128.115,00 (Renegade) e R$ 164.280,00 (Compass).

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