Mesmo tratando fibromialgia, posso continuar com alguns sintomas da doença?

Sim. Como a fibromialgia não tem uma causa específica, ela também não tem cura, e o tratamento é multidisciplinar. A ausência ou falha no tratamento de um dos fatores relacionados ao problema, como palpitação, dormências, insônias, artroses, tendinites, entre outros, pode acarretar na persistência dos sintomas.

Vale saber que o principal sinal da fibromialgia é a dor. Tanto que um abraço ou até mesmo um simples toque é capaz de provocar um desconforto imenso. Por outro lado, como já dito, existem outros sintomas que podem estar relacionados à doença. São eles:

alterações no sono (insônia, por exemplo);

fadiga;

problemas de memória;

dificuldade de concentração;

transtornos psicológicos (como depressão);

formigamento ou dormências nas extremidades do corpo;

enxaqueca;

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tontura;

alterações intestinais e urinárias;

sensibilidade ao frio.

O que é fibromialgia

A fibromialgia é uma doença que se caracteriza por uma dor muscular generalizada e crônica (mais de três meses de duração), mas que não apresenta evidência de inflamação nos locais da dor. A causa do problema ainda não foi identificada pelos estudiosos, mas a principal hipótese é que ele se desenvolva por conta de uma alteração na percepção da sensação da dor.

Tratamento

Basicamente, a terapia é dividida em duas frentes:

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Medicamentosa: são prescritos alguns antidepressivos, neuromoduladores, relaxantes musculares e analgésicos. As medicações são úteis para diminuir a dor, melhorar o sono e a disposição, e isso permite ao paciente praticar exercícios físicos.

Não medicamentosa: prática permanente de exercícios físicos, atividades de relaxamento e alongamento, fisioterapia, correção postural, acupuntura, higiene do sono, dieta saudável.Diante disso, é importante entender que o principal tratamento da fibromialgia é o exercício aeróbico, aquele que mexe o corpo todo e acelera os batimentos cardíacos. Entre as atividades recomendadas estão:

  • Aeróbicas (ciclismo, caminhadas e corridas leves e regulares, que auxiliam a manter o peso e liberam endorfina);
  • Aquáticas (natação e hidroginástica);
  • Pilates (que atua na postura, respiração, flexibilidade, equilíbrio);
  • Tai chi chuan;
  • Técnicas de fisioterapia e acupuntura.

O estresse é um dos principais gatilhos para as crises de fibromialgia. Daí a importância de manter um estilo de vida saudável.

Entre as atitudes que favorecem o controle dos sintomas da fibromialgia e a melhora da qualidade de vida do paciente estão praticar regularmente atividade física sem excessos, alimentar-se de maneira equilibrada e saudável, hidratar-se bem, fazer acupuntura, limitar o consumo de bebida alcoólica, evitar o tabagismo e respeitar os horários de dormir e acordar, para ajudar a regular o relógio biológico.

Além disso, a terapia psicológica pode ser útil, principalmente para aprender a lidar com a dor crônica no cotidiano.

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Fontes: Ewerton Rodrigues, reumatologista do HGF (Hospital Geral de Fortaleza); Fernando Neubarth, chefe do serviço de reumatologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS); Murilo Martinez Marinho, neurocirurgião funcional; Sasha Rodrigues Costa, médica reumatologista e preceptora da residência de reumatologia do HUPAA-Ufal (Hospital Universitário Professor Alberto Antunes da Universidade Federal de Alagoas), ligado a Rede Ebserh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares).

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