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Ludmila Ferber descobriu câncer de pulmão após tosse; quando desconfiar?

Ludmila Ferber morreu nesta quarta-feira (26) - Divulgação
Ludmila Ferber morreu nesta quarta-feira (26) Imagem: Divulgação

Do VivaBem*, em São Paulo

27/01/2022 16h58

A pastora e cantora gospel Ludmila Ferber morreu na noite desta quarta-feira (26), aos 56 anos. No início de 2018, ela anunciou que havia sido diagnosticada com câncer de pulmão.

"Essa é a hora de profetizar profundamente as canções que abençoa a tantos por todos esses anos", escreveu no Instagram após a primeira sessão de quimioterapia. Naquela época, os médicos disseram que ela só teria mais seis meses de vida.

Antes de descobrir o câncer de pulmão, a cantora relatou que tinha passado quase seis meses tossindo muito forte. "Como minha agenda é agitada, só fui investigar quando uma das minhas filhas me pediu com veemência que eu fosse ao médico. Então, em fevereiro de 2018, fui diagnosticada com câncer no pulmão, com metástases no fígado e nos ossos", contou à Veja, em 2019.

Quando desconfiar? Quais sinais do câncer de pulmão?

Os sintomas desse tipo de câncer só aparecem quando a doença já alcançou estágios mais avançados —caso de Ludmila. Entre os principais sinais estão:

  • Tosse (nos fumantes, o ritmo habitual é alterado e aparecem crises em horários incomuns);
  • Presença de sangue no escarro;
  • Dores no tórax (pioram ao tossir ou ao respirar fundo);
  • Falta de ar;
  • Rouquidão;
  • Pneumonias ou bronquites de repetição;
  • Perda de apetite ou de peso inexplicável;
  • Fadiga ou cansaço.

Vale ressaltar que todos os sintomas acima também podem ter outras causas, por isso é importante procurar o médico.

Fatores de risco do câncer de pulmão

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), é o segundo mais comum em homens e mulheres no Brasil —sem contar o câncer de pele não melanoma. É o primeiro em todo o mundo desde 1985, tanto em incidência quanto em mortalidade. Cerca de 13% de todos os casos novos de câncer são de pulmão.

Em cerca de 85% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. Portanto, o cigarro é o principal fator de risco para desenvolvimento da doença. Mas há outros. Confira:

  • Fumo passivo: o risco é pelo menos três vezes maior que o de uma pessoa não exposta à fumaça do cigarro, segundo a American Cancer Society.
  • Poluição do ar: estima-se que, em todo o mundo, a poluição seja responsável por 5% dos casos.
  • Fatores genéticos: familiares de pessoas que tiveram câncer de pulmão têm risco levemente aumentado, embora seja difícil estabelecer o quanto dessa probabilidade se deve à genética ou à fumaça do cigarro.
  • Radioterapia: quem foi exposto à radiação na região do tórax pode ter risco mais alto de câncer de pulmão.
  • Exposição a substâncias: agentes como asbesto (amianto), radônio (gás resultante da decomposição do urânio no solo e nas rochas) e arsênio (que pode estar presente na água), fuligem, cromo, níquel, sílica, produtos de carvão e escapamento de diesel, entre outros, também podem aumentar o risco.

Como prevenir o câncer de pulmão?

Uma vez que o consumo de derivados do tabaco está na origem de 90% dos casos de câncer de pulmão, não fumar é o primeiro cuidado para evitar a doença.

Comparados com os não fumantes, os tabagistas têm cerca de 20 a 30 vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão e também possuem menor sobrevida, uma vez diagnosticados.

Ter um estilo de vida saudável, com dieta equilibrada e rica em vegetais, prática de atividade física regular e moderação para beber são formas de inibir diversos tipos de câncer, inclusive o de pulmão.

* Com informações do Inca e de reportagem publicada no dia 16/10/2018.

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