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Em estudo pré-clínico, ButanVac tem alta eficácia contra variantes da covid

Caixa da ButanVac, a vacina contra a covid-19 nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan - Divulgação/Governo do Estado de São Paulo
Caixa da ButanVac, a vacina contra a covid-19 nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan Imagem: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo

Do VivaBem, em São Paulo

28/10/2021 14h03

Em estudos pré-clínicos, a ButanVac, vacina do Instituto Butantan, apresentou uma alta resposta imunológica e uma produção potente de anticorpos neutralizantes contra a covid-19, incluindo as variantes alfa, beta e gama.

Já a variante delta não foi incluída no estudo porque ainda não tinha surgido quando os testes em animais foram iniciados. As conclusões deste ensaio foram publicadas nesta quarta-feira (27) no periódico Nature Communications.

Como o estudo foi feito

No artigo, os pesquisadores descrevem a avaliação da imunogenicidade —a capacidade da vacina em estimular a produção de anticorpos contra a doença— e da eficácia protetora da ButanVac em camundongos e hamsters.

Foram analisadas duas versões do imunizante: a primeira, que será produzida no Butantan, é feita com vírus inativados para administração intramuscular, nos mesmos moldes da vacina da gripe; a segunda versão utiliza vírus "vivos", e sua aplicação é via intranasal.

Quais foram os principais resultados

Os pesquisadores concluíram que, nesta etapa clínica com camundongos e hamsters, a vacina foi capaz de produzir elevados níveis de anticorpos que permitiram a neutralização não só do coronavírus, mas também das variantes alfa, beta e gama.

Segundo o artigo, a vacina demonstra versatilidade por causa da sua eficácia tanto com a tecnologia que utiliza vírus "vivos", quanto de vírus inativado.

Ensaios com humanos já estão em andamento. Na versão da vacina inativada, ocorre no Brasil, Tailândia e Vietnã. Já na versão intranasal, no México.

O estudo contou com pesquisadores do Butantan, da Escola de Medicina Icahn do Hospital Mount Sinai, em Nova York, da Universidade de Maryland, do PATH Center for Vaccine Innovation and Access, do Instituto de Vacinas e Biologia Médica do Vietnã e da Organização Farmacêutica Governamental da Tailândia.

Sobre a ButanVac

A tecnologia da ButanVac utiliza um vetor viral que contém a proteína Spike do novo coronavírus de forma íntegra. O vírus utilizado como vetor é o da doença de Newcastle, uma infecção que afeta aves. Daí vem o nome internacional da ButanVac: NDV-HXP-S (Newcastle disease virus - HexaPro - Spike).

A ButanVac será produzida totalmente em solo brasileiro a partir da inoculação do vetor viral em ovos embrionados de galinhas - mesma tecnologia da vacina contra a influenza (gripe). Além de ser barata e muito disseminada, essa técnica é uma especialidade do Butantan: o instituto produz anualmente 80 milhões de vacinas da gripe usando ovos.

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