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Brasil tem uma das menores médias de mortes por covid do ano: 773

Brasil ultrapassou a marca de 574 mil mortos pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde - Lucas Silva/Agif
Brasil ultrapassou a marca de 574 mil mortos pela covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde Imagem: Lucas Silva/Agif

Colaboração para o VivaBem, em São Paulo

21/08/2021 18h20Atualizada em 21/08/2021 20h33

O número de novas mortes por covid-19 no Brasil segue em queda e já é um dos menores do ano. Hoje (21), a média diária de mortes chegou a 773 —a mais baixa desde 7 de janeiro. Os dados são do consórcio de imprensa, integrado pelo UOL, que levanta informações junto às secretarias estaduais de saúde.

O pico da pandemia no Brasil foi em 12 de abril, com uma média de 3.125 mortes por covid-19 por dia. Em seguida, o número começou a cair, mas teve um repique no início de junho. Depois, voltou a baixar novamente.

A média de mortes atual é 14% menor que duas semanas atrás. Nenhum estado do país apresenta aceleração da pandemia. Apenas sete estão com quadro de estabilidade: Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Tocantins, Maranhão, Distrito Federal e Santa Catarina. Todos os demais estão em queda.

 Gráfico da evolução do número de mortes de covid-19 no Brasil - Arte/UOL - Arte/UOL
21.08.2021 -- Gráfico da evolução do número de mortes de covid-19 no Brasil
Imagem: Arte/UOL

O melhor indicador para analisar o cenário da pandemia é a média de mortes por dia. É calculada a partir dos dados dos últimos sete dias, eliminando o efeito de quedas artificiais que costumam ocorrer aos fins de semana — quando há menos profissionais disponíveis para registrar novas mortes nos municípios.

Neste sábado, por exemplo, 585 mortes foram inseridas nos bancos de dados das secretarias estaduais de saúde.

O número total de mortes por covid-19 no Brasil chegou a 574.243. Já o total de pessoas que tiveram diagnóstico positivo para a doença provocada pelo coronavírus passa de 20,5 milhões.

Mapa sobre a situação da pandemia nos estados do Brasil - Arte/UOL - Arte/UOL
21.08.2021 -- Mapa sobre a situação da pandemia nos estados do Brasil
Imagem: Arte/UOL

Veja a situação por estado e no Distrito Federal

A média dos últimos sete dias é comparada com o mesmo índice de 14 dias atrás. Se ficar abaixo de -15%, indica tendência de queda. Acima de 15%, considera-se que o quadro é de aceleração. Entre esses dois patamares, o cenário é de estabilidade.

Região Sudeste

  • Espírito Santo: queda (-33%)
  • Minas Gerais: queda (-20%)
  • Rio de Janeiro: estável (7%)
  • São Paulo: estável (-3%)

Região Norte

  • Acre: queda (-50%)
  • Amazonas: queda (-51%)
  • Amapá: queda (-47%)
  • Pará: estável (-12%)
  • Rondônia: queda (-26%)
  • Roraima: queda (-66%)
  • Tocantins: estável (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-24%)
  • Bahia: queda (-28%)
  • Ceará: queda (-19%)
  • Maranhão: estável (-9%)
  • Paraíba: queda (-27%)
  • Pernambuco: queda (-35%)
  • Piauí: queda (-45%)
  • Rio Grande do Norte: queda (-62%)
  • Sergipe: queda (-23%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (3%)
  • Goiás: queda (-29%)
  • Mato Grosso: queda (-22%)
  • Mato Grosso do Sul: queda (-27%)

Região Sul

  • Paraná: queda (-18%)
  • Rio Grande do Sul: queda (-16%)
  • Santa Catarina: estável (-9%)

Dados do Ministério da Saúde

Em boletim divulgado hoje, o Ministério da Saúde informou que o Brasil registrou 698 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, houve 574.209 óbitos provocados pela doença em todo o país.

Pelos dados do ministério, houve 28.388 diagnósticos positivos para o novo coronavírus no Brasil entre ontem e hoje. O total de infectados chegou a 20.556.487 desde março de 2020.

Segundo o governo federal, houve 19.431.197 casos recuperados da doença até o momento, com outros 551.081 em acompanhamento.

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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