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G7 acerta doação de 1 bilhão de doses de vacinas para países mais pobres

Anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que já tinha se comprometido a doar 100 milhões de doses - Ben Stansall/Pool via Reuters
Anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que já tinha se comprometido a doar 100 milhões de doses Imagem: Ben Stansall/Pool via Reuters

Do UOL, em São Paulo*

13/06/2021 10h32Atualizada em 13/06/2021 15h33

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou hoje que o G7 concordou em doar pelo menos um bilhão de doses de vacinas contra covid-19 até o final de 2022 para os países mais pobres. A decisão foi tomada após reunião da cúpula dos sete países mais ricos do mundo na Inglaterra. A tendência é que a distribuição se concentre no próximo ano.

A decisão já era esperada desde sexta-feira (11), quando Boris Johnson estipulou a meta antes do início das conversas. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já havia antecipado que o país iria colaborar com uma doação de 500 milhões de doses da Pfizer, enquanto Johnson adiantou que o Reino Unido contribuiria com pelo menos 100 milhões de vacinas.

Não foram informados ainda detalhes sobre a cota de cada país e quais serão as vacinas disponibilizadas, mas o Brasil não constava na lista de beneficiados pela cota concedida pelos EUA. A doação ocorrerá por meio de financiamento ou por meio do programa internacional Covax.

O número total pode ser superior a um bilhão, conforme indicou Boris Johnson em sua fala. "Pedi a meus colegas para ajudar a preparar e distribuir as doses necessárias para imunizar o mundo até o final de 2022. Os líderes estão comprometidos com mais de um bilhão de doses", disse.

Em documento, o G7 lembrou do compromisso inicial de disponibilizar dois bilhões de doses, mas reforçou o compromisso de doar um bilhão no próximo ano. O bloco é formado por França, Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Itália.

"Os compromissos totais do G7 desde o início da pandemia preveem um total de mais de dois bilhões de doses de vacina, com os compromissos desde nosso último encontro em fevereiro de 2021, incluindo aqui na Baía de Carbis, prevendo um bilhão de doses no decorrer do próximo ano", diz o documento

Críticas ao plano

Alguns grupos criticam o plano, classificando-o como uma gota em um oceano, e a Oxfam (organização que atua contra a pobreza global) estima que quase quatro bilhões de pessoas irão depender do consórcio Covax para ter acesso às vacinas. O programa distribui doses de vacinas contra a covid-19 para países de média e baixa renda.

Embora os cientistas tenham trazido a vacina ao mercado em velocidade recorde - o Reino Unido já aplicou a primeira dose em 77% de sua população adulta e os Estados Unidos em 64% -, eles dizem que a pandemia só irá acabar uma vez que todos os países estejam vacinados.

Com a população global chegando aos 8 bilhões, e como a maioria das pessoas precisa de duas doses, se é que as doses de reforço não serão necessárias para combater também as variantes, grupos dizem que o comprometimento marca um começo, mas afirmam que os líderes mundiais precisam ir além, e de maneira muito mais veloz.

G7 pede cooperação da China

A cúpula do G7 terminou com pedidos para a China cooperar com a OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre as origens do novo coronavírus. Sobre a pandemia, os países do bloco demonstraram apoio à realização, em julho, da Olimpíada de Tóquio, que foi adiada no ano passado.

Interferências da Rússia e ações para a proteção do meio ambiente também estiveram na pauta de comunicados do G7.

O G7 instou a China a auxiliar com a OMS em uma segunda investigação "transparente" sobre as origens da covid-19. "Solicitamos um estudo oportuno, transparente, conduzido por especialistas e com base científica de fase 2 pela OMS sobre as origens da covid-19, incluindo, como recomenda o relatório dos especialistas, a China", disse o bloco em um comunicado no final de sua cúpula de três dias em Carbis Bay, no sudoeste da Inglaterra.

Os líderes do bloco também pediram que a China "respeite os direitos humanos" da minoria muçulmana uigur na região de Xinjiang e em Hong Kong, embora estejam dispostos a cooperar com Pequim quando "for de interesse mútuo".

"Pretendemos promover nossos valores, incluindo apelando à China a respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais em relação a Xinjiang e esses direitos, liberdades, bem como um grau significativo de autonomia em Hong Kong", disseram os chefes de Estado dos países do G7.

Sobre um tema ligado à pandemia, as grandes potências do G7 apoiaram a realização da Olimpíada, adiada por um ano devido à pandemia. Os líderes querem que o evento seja realizado "com segurança como um símbolo de unidade global para superar a covid-19".

Promessa para meio ambiente

Sobre o meio ambiente, o G7 endossou a intensificação de sua ação coletiva contra as mudanças climáticas, prometendo limitar drasticamente os investimentos governamentais em carvão e proteger a diversidade no planeta.

"Estamos comprometidos em alcançar a meta de emissões zero líquidas até 2050, reduzindo pela metade nossas emissões coletivas nas duas décadas até 2030, aumentar e melhorar o financiamento para o clima até 2025 e conservar ou proteger pelo menos 30% de nossas terras e oceanos até 2030", traz o comunicado.

À Rússia, o pedido foi para que o país ponha fim às suas "atividades desestabilizadoras", incluindo interferências nos sistemas democráticos de outros países e ataques cibernéticos com programas de roubo de dados atribuídos a grupos naquele país.

"Reiteramos nosso interesse por relações estáveis e previsíveis com a Rússia" e "reafirmamos nosso apelo à Rússia para encerrar suas atividades desestabilizadoras e maliciosas", disse o bloco.

*Com informações das agências AFP, Ansa e Reuters.

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