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Vacina contra covid-19: atraso na segunda dose não invalida proteção

Europa Press News/Colaborador Getty Images
Imagem: Europa Press News/Colaborador Getty Images

Giulia Granchi

Do VivaBem, em São Paulo

10/06/2021 09h32

Até dia 6 de junho, cerca de 100 mil pessoas ainda não haviam tomado a segunda dose da vacina contra a covid-19 na cidade de São Paulo. A maioria delas, conforme mostrou apuração do UOL, não o fez por esquecimento ou falta de vontade, mas por problemas de locomoção.

A recomendação dos profissionais de saúde e farmacêuticas é que os intervalos sejam obedecidos, já que as janelas de tempo estabelecidas foram as que obtiveram a melhor resposta de eficácia e segurança durante os estudos científicos.

Mas a regra geral para todas as vacinas —não só a contra covid-19— explica Juarez Cunha, presidente da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), é que a imunização não deve ser reiniciada em casos de atraso, já que a proteção da primeira dose não é perdida.

"No entanto, não existe um tempo máximo de atraso estabelecido como seguro no caso da vacina contra a covid-19, ainda não temos tantos dados. Por isso, quanto mais rápido puder ser feito, melhor", indica.

A proteção só é completa com as duas doses, e por isso, ainda que se passem alguns dias ou semanas, a população não deve desistir de completar a imunização.

"Afinal, sem ela, a pessoa tem uma única certeza: ela está sem proteção", esclarece o imunologista João Viola, pesquisador do Instituto Nacional do Câncer e à frente Comitê Científico da SBI (Sociedade Brasileira de Imunologia), da qual já foi presidente, na coluna da jornalista Lúcia Helena.

O principal risco do atraso é ficar doente enquanto a segunda dose ainda não foi aplicada.

"Campanhas públicas e vacinação domiciliar seriam ações interessantes para tentar recuperar essas outras pessoas faltosas. Além disso, familiares e cuidadores de idosos também devem ajudar a lembrar da vacinação", aponta Cunha.

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