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7 coisas que acontecem no corpo quando paramos de comer fast-food

Reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras e sódio melhora a saúde física e mental - iStock
Reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras e sódio melhora a saúde física e mental Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

13/04/2021 04h00

Resumo da notícia

  • O consumo de lanches e comidas prontas aumentou após o início da pandemia
  • Mas reduzir o consumo de alimentos ricos em gorduras e sódio melhora a saúde física e mental
  • Cortar esses alimentos ajuda a melhorar o humor, evitar doenças como diabetes e Alzheimer e até reduz o risco de infarto

Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes e carnes magras, é a recomendação de todos os especialistas médicos para manter o corpo funcionando bem e saudável por mais tempo. Mas, para muitas pessoas, não é tão fácil assim seguir esse padrão alimentar, principalmente após a chegada do novo coronavírus.

Em pesquisa online realizada em fevereiro de 2021 pelo UOL AD LAB em parceria com o VivaBem, 38% dos entrevistados afirmaram que o consumo de lanches e comidas prontas aumentou após o início da pandemia.

Apesar da praticidade, o consumo de fast-food é um hábito que precisa ser deixado para trás em nome da saúde. Cortar esses alimentos oferece diversos benefícios, como melhorar o humor, evitar doenças como diabetes e Alzheimer, e até reduzir riscos de um infarto.

Confira a seguir o que acontece quando melhoramos nossos hábitos alimentares e eliminamos essas comidas prontas de nossas vidas.

Comer pizza - iStock - iStock
Imagem: iStock

1. Você vai sentir MUITA falta

Alguns especialistas comparam o consumo frequente de alimentos gordurosos e ricos em açúcar ao uso de drogas. Isso porque esses ingredientes são rapidamente absorvidos pelo corpo e provocam uma sensação prazerosa —para, logo depois, a pessoa se sentir culpada ou arrependida, o que vai estimular mais uma vez a busca por essa recompensa rápida.

Essa conclusão é corroborada por estudos como um feito pela Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. A análise, publicada no periódico Appetite, mostrou que os participantes que tentaram retirar itens como bolos, batata frita ou pizza da dieta sofreram sintomas semelhantes aos da abstinência, como tristeza, irritabilidade e até mesmo um forte desejo para comer os alimentos novamente.

O estudo mostrou que o pico dos sintomas aconteceu entre o terceiro e o quinto dia. É preciso, portanto, um pouco de paciência e força de vontade no começo para conseguir seguir firme em seu propósito.

Mulher mais velha fazendo feira, comprando legumes, idosa, terceira idade - iStock - iStock
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2. Seu paladar vai mudar

As comidas industrializadas são gostosas por terem na composição uma carga alta de temperos, sódio, gorduras e açúcar. Com o tempo, se o consumo for frequente, o paladar fica limitado a esses sabores e acaba deixando de aceitar outras opções mais naturais.

Mas essa situação é reversível. Ao inserir novas —e saudáveis — opções no cardápio, e persistir nessa meta, o paladar será exposto ao sabor natural dos alimentos, ou de temperos mais naturais, e irá se adaptar. Com o tempo, isso se tornará um hábito e você vai aceitar melhor esses alimentos, inclusive desejando comê-los.

Saúde do coração, saúde cardiovascular, saúde cardíaca - iStock - iStock
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3. Você terá menos risco de morrer do coração

Há inúmeros estudos ligando o consumo de fast-food com problemas cardíacos. Um deles, da Universidade de Newcastle, da Austrália, mostrou que as áreas com maior concentração de restaurantes desses tipos de alimentos têm uma alta taxa de ataques cardíacos, indicando que o fácil acesso a essa alimentação pode aumentar o risco para esse tipo de evento.

Em outra análise, dessa vez publicada no periódico The Lancet, os pesquisadores concluíram que, globalmente, 1 em cada 5 mortes em 2017 estava associada a uma dieta pobre, com as doenças cardiovasculares no topo das causas mais comuns.

A maioria dos alimentos de fast-food são ricos em sódio, gordura e muitas calorias. Em grandes quantidades, esses itens contribuem para o aparecimento de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, e aumentam os riscos para eventos cardíacos, como infarto.

Dessa forma, reduzir o consumo desses itens e incluir alimentos frescos e saudáveis (frutas, legumes, verduras, cereais etc.) pode reduzir os riscos desses eventos.

emagrecer; alimentação - iStock - iStock
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4. Você vai reduzir a inflamação do seu corpo

O excesso de gordura, sal e calorias estimula no corpo a produção de substâncias que o deixam em um constante estado inflamatório. Isso cria um efeito em cascata no organismo e o deixa vulnerável para o aparecimento de outras doenças, como obesidade, diabetes e até asma.

O estado inflamatório do corpo também pode prejudicar a estrutura dos neurônios, favorecendo o aparecimento de doenças como demência (em especial, Alzheimer) e Parkinson.

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5. Sua saúde mental vai melhorar

Um dos resultados do estado inflamatório crônico do organismo é a falta de energia e desânimo para realizar atividades do dia a dia. Isso pode prejudicar a rotina do indivíduo, levando até mesmo a estados depressivos.

Por outro lado, incluir alimentos saudáveis no dia a dia melhora o funcionamento do corpo —em especial, a produção de neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, como a serotonina e a endorfina, melhorando o humor e reduzindo a ansiedade.

Com o humor equilibrado, as chances de a pessoa ter mais disposição para as atividades do dia a dia e até incluir uma atividade física na rotina aumentam, o que só eleva os benefícios para o corpo.

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6. Você vai dormir melhor

Um estudo da Universidade de Adelaide, na Austrália, e publicado no periódico Nutrients, mostrou que indivíduos com consumo de alimentos ricos em gorduras têm maior propensão a dormirem durante o dia, ter problemas durante o sono da noite e ainda mais risco de sofrerem de apneia do sono.

Uma noite de sono ruim e a sonolência do dia ainda aumentam o desejo por comidas calóricas e gordurosas —transformando o problema em um ciclo vicioso.

Protetor, hidratante e esponja: Produtos para manter a pele bonita no verão - Getty Images/Tetra images RF - Getty Images/Tetra images RF
Imagem: Getty Images/Tetra images RF

7. Sua pele vai melhorar

O maior órgão do corpo humano também sofre com o estado inflamatório: é comum que o alto consumo de fast-food aumente a oleosidade da pele e acabe estimulando o surgimento de acne.

Além disso, o aumento dos radicais livres no corpo acaba acelerando o envelhecimento das células do tecido. Resultado: começam a surgir mais rugas e linhas finas, e a pele pode perder o viço rapidamente.

Por fim, alguns estudos ligam o estado inflamatório provocado pela má alimentação ao surgimento de dermatites e alergia de pele.

Quando o fast-food é permitido?

Se você não tem problemas de saúde, o peso está dentro do ideal e os hábitos de alimentação são saudáveis durante as refeições diárias, não há problema em abrir uma exceção e comer um lanche ou outro alimento de fast-food uma vez por mês.

Nessa ocasião, vale tentar equilibrar a refeição: comer um lanche menor para consumir a batata frita, ou trocar o refrigerante por um suco. A ideia não é passar vontade, mas não exagerar na quantidade de calorias ingeridas na refeição.

Mas, se você começou sua reeducação há pouco tempo, se os exames ainda estão alterados e a rotina saudável ainda é um desafio, o melhor é esperar que os novos hábitos estejam bem estabelecidos para abrir essa exceção.

Fontes: Angelica Grecco, nutricionista do Instituto EndoVitta; Maria Fernanda Barca, doutora em endocrinologia pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e da SEE (Sociedade Europeia de Endocrinologia); Raquel Penha e Silva, nutricionista da ON-Centro Integrado de Evolução Corporal.