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Vitamina C e zinco não ajudam a combater a covid-19, diz novo estudo

Uso de vitamina C e zinco não mostrou benefícios contra a covid-19, diz novo estudo - iStock
Uso de vitamina C e zinco não mostrou benefícios contra a covid-19, diz novo estudo Imagem: iStock

Danielle Sanches

Do VivaBem, em São Paulo

15/02/2021 14h49

Resumo da notícia

  • Pesquisadores americanos testaram se altas doses de vitamina C e zinco ajudariam a reduzir sintomas da covid-19
  • O estudo mostrou que o consumo não mostrou nenhum benefício em comparação ao tratamento padrão da doença
  • A análise foi interrompida antes do previsto por não mostrar nenhuma evolução entre os pacientes suplementados

Um novo estudo comprovou, mais uma vez, que não há tratamento preventivo eficaz para combater o novo coronavírus: nem mesmo o uso de altas doses de vitamina C e zinco consegue combater os sintomas provocados pela covid-19.

O senso comum afirma que esses dois suplementos são úteis para espantar ou reduzir a severidade de resfriados e gripes virais — incluindo aí a infecção causada pelo novo coronavírus. Mas os resultados da pesquisa, feita por pesquisadores da Cleveland Clinic, nos Estados Unidos, e publicada no periódico JAMA Network Open, foram tão inexpressivos que o estudo acabou sendo encerrado antes do previsto.

Como o estudo foi feito?

Os pesquisadores elaboraram um teste randomizado com 214 adultos que tiveram o diagnóstico de covid-19 confirmados.

Os indivíduos foram divididos em três grupos:

  • um que recebeu altas doses de vitamina C (8000 mg de ácido ascórbico) duas a três vezes por dia;
  • um que recebeu altas doses de zinco (50 mg de zinco gluconado) antes de dormir;
  • um que recebeu uma combinação dos dois suplementos;
  • um grupo de controle que recebeu cuidados padronizados para a covid-19 (repouso, hidratação e antitérmicos, sem suplementação).

Eles então foram avaliados por dez dias por questionários que pediam mais detalhes a respeito da evolução ou não dos sintomas. O contato foi feito por e-mail ou telefone semanalmente.

O resultado mostrou que mesmo as altas doses -- muito acima das oferecidas em suplementos comuns, desses que compramos na farmácia -- de suplementação não ofereceram qualquer benefício para reduzir os sintomas ou a gravidade dos sintomas provocados pela infecção do novo coronavírus.

Os resultados foram tão inexpressivos que os pesquisadores decidiram terminar o estudo antes do previsto.

Por que isso é importante?

Tanto a vitamina C como o zinco são nutrientes importantes para o sistema imunológico do corpo. Por isso mesmo, há anos são recomendados para fortalecer as defesas do organismo.

No entanto, os estudos científicos ainda não têm clareza sobre qual é de fato o papel deles nesses sistemas ou como eles poderiam ajudar durante resfriados e gripes.

No caso específico do novo coronavírus, os cientistas são categóricos ao afirmar que não há evidências que comprovem que o uso desses suplementos pode reduzir os sintomas da infecção.

Eles lembram ainda que o uso de suplementos sem acompanhamento médico pode ser prejudicial à saúde. Em altas doses, o zinco pode provocar boca seca, gosto metálico e ainda intolerância gastrointestinal, enquanto a vitamina C, em excesso pode provocar náusea, diarreia e cólicas estomacais — sintomas que foram relatados por alguns participantes que tomaram o suplemento durante o estudo.

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