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Laboratório brasileiro prevê estudos da vacina Sputnik V no país em janeiro

Vacina russa contra a covid-19 se encontra na última fase de testes clínicos - Ettore Chiereguini/AGIF/Estadão Conteúdo
Vacina russa contra a covid-19 se encontra na última fase de testes clínicos Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF/Estadão Conteúdo

Do VivaBem, em São Paulo

19/11/2020 21h05

O presidente da União Química, Fernando Marques, afirmou hoje que o laboratório brasileiro tem a previsão de iniciar estudos de fase três da vacina Sputnik V em janeiro no país. A farmacêutica nacional firmou um acordo com o governo russo para produzir no Brasil a vacina contra a covid-19, que foi uma das primeiras a iniciar os estudos clínicos no mundo.

Representantes da União Química se reuniram hoje com o Ministério da Saúde, que tem feito reuniões nesta semana com responsáveis por algumas das principais candidatas a vacina contra a covid-19 no mundo. Segundo, Marques, a Sputnik V já terá nos próximos dias documentos enviados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Estamos seguindo o cronograma já estabelecido. Estamos agora nos próximos dias submetendo à Anvisa toda a documentação para a avaliação", disse em entrevista à GloboNews o presidente da farmacêutica, em referência à permissão para a realização dos estudos de fase três.

"Vamos fazer, provavelmente já em janeiro, a fase três no Brasil. A fase três é o teste, que já foram feitos na Rússia e em alguns países mais", afirmou Marques.

Recentemente, o governo russo informou que a Sputnik V apresentou eficácia superior a 90%. No entanto, o imunizante ainda é visto com certa desconfiança porque foi um dos primeiros a serem desenvolvidos no mundo e as autoridades de saúde russas não apresentaram nenhum estudo que comprove a proteção da vacina.

Além da Sputnik V, o Ministério da Saúde está tendo encontros nesta semana com a Pfizer e a Moderna, favoritas a terem vacinas aprovadas nos Estados Unidos, a Janssen, que é braço da Johnson & Johnson, e com o laboratório indiano responsável pela Covaxin.

O objetivo, segundo o secretário-executivo da Saúde, Élcio Franco, é elaborar memorandos avaliando os imunizantes para possíveis futuras aquisições. A iniciativa não significa que o governo brasileiro se comprometerá a adquirir nenhuma dessas vacinas, que ainda precisam de eventual aprovação da Anvisa para serem aplicadas no Brasil.

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