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Diabetes tipo 2 aumenta risco de doenças cardíacas, indica pesquisa global

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Imagem: iStock

Samantha Cerquetani

Colaboração para VivaBem

09/10/2020 11h00

Uma pesquisa global realizada com mais de 10 mil pessoas de 13 países apontou que uma em cada 3 pessoas com diabetes tipo 2 apresentou alguma doença cardiovascular.

O estudo, nomeado de CAPTURE e realizado pela Novo Nordisk, destaca também que 9 em cada 10 participantes apresentaram aterosclerose, um problema de saúde que causa a formação de placas de gordura nas paredes das artérias. Por isso, compromete o fluxo sanguíneo, trazendo consequências graves como infarto e derrame cerebral.

Estima-se que a diabetes aumente em até 4 vezes o risco de ter esses problemas cardíacos. E que 8 em cada 10 mortes por doenças cardiovasculares são causadas pela aterosclerose.

Mas, apesar da gravidade, o estudo mostrou que apenas duas a cada 10 pessoas com diabetes tipo 2 usavam algum medicamento para diminuir o risco cardiovascular.

Como foi feito o estudo?

Os participantes foram acompanhados ao longo de 3 meses e os pesquisadores avaliaram a prevalência, a percepção e o tratamento dos fatores de risco cardiovascular desse grupo.

O objetivo era identificar a proporção de pessoas com diabetes tipo 2 em alto risco de doença cardiovascular. O estudo foi realizado com participantes dos seguintes países: Argentina, Austrália, Brasil, República Tcheca, China, França, Hungria, Israel, Itália, Japão, México, Reino da Arábia Saudita e Turquia.

Foram avaliadas cerca de 10 mil pessoas com diabetes tipo 2. E os participantes eram maiores de 18 anos de idade e tinham sido diagnosticados com diabetes do tipo 2 há pelo menos seis meses.

Dados no Brasil

Atualmente, o país possui mais de 13 milhões de pessoas com diabetes, de acordo com a SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes). Participaram desse estudo 912 brasileiros e a prevalência das doenças cardiovasculares chegou a 40% em pessoas com diabetes tipo 2.

De acordo com Raquel Cristina Coelho, gerente médica que acompanhou o estudo no Brasil, "é fundamental agirmos enquanto é tempo para diagnosticar e prevenir o desenvolvimento de uma possível doença cardiovascular como a aterosclerose, mantendo o tratamento adequado do diabetes tipo 2".

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